Mulher usa documento falso para entrar com drogas em presídio de Sergipe

Uma mulher foi flagrada na manhã dessa quinta-feira (29), quando tentava entrar com cocaína no Complexo Penitenciário Dr. Manoel Carvalho Neto (Copemcan), em São Cristóvão (SE). O entorpecente estava na barra da calça da suspeita, que confessou que a droga era para o marido, custodiado na unidade prisional.

Mulher carregava droga na barra da calça (Foto: Sejuc)Mulher carregava droga na barra da calça (Foto: Sejuc)
Nesta sexta-feira (30), a Secretaria da Segurança Pública (SSP), informou que a mulher não é quem dizia ser. Ela foi detida e encaminhada à Central de Flagrantes. Durante procedimento de verificação de documento realizado por papiloscopistas do Instituto de Identificação Dr. Carlos Menezes (IICM), foi identificado que o documento apresentado pela mulher era falso.
De acordo com o diretor do Instituto, Jenilson Gomes, o trabalho de verificação das identificações apresentadas às autoridades policiais no momento das ações de segurança pública é um trabalho diário do IICM.

“Um papiloscopista fica à disposição das unidades policiais para identificação criminal. Quando o papiloscopista foi acionado para fazer a validação do documento, que apresenta rasuras, durante entrevista e coleta das impressões digitais, foi possível constatar que ela não era quem dizia ser. E com a atuação rápida dos papiloscopistas, chegou-se à verdadeira identidade dela”, disse.

De acordo com Jenilson Gomes, a mulher identificada como Miriam Cleide Gomes dos Santos, se passava por outra, usando um documento totalmente falso, que não foi expedido pelo Instituto de Identificação. Além da tentativa de entrega do entorpecente, ela também responderá pela prática de falsidade ideológica.

Ainda de acordo com o diretor, a suspeita será indiciada sem danos à pessoa que teve o nome utilizado por ela no momento do flagrante.

“A principal implicação é que a pessoa que estava tendo os dados utilizados indevidamente passaria a responder um processo criminal e, posteriormente, passaria a responder por um crime que não cometeu”, explicou Jenilson Gomes.

Edição de texto: Monica Pinto

 

 

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