Motoboy agredido durante entrega recebe proposta de emprego após ajuda de síndico

O motoboy Rafael Leolbino, entregador de aplicativos de 18 anos, que foi agredido no último dia 22 de fevereiro por um cliente de um condomínio na Farolândia, que se recusou a pagar por um pedido, foi agraciado com ajuda de moradores e síndico do prédio. As pessoas se mobilizaram para conceder um emprego efetivo e um celular novo para o jovem.

Em entrevista, o síndico Sérgio Ricardo explicou que desde o acontecido buscava junto a conhecidos uma forma de ajudar o rapaz, e na noite do último domingo, 28 de fevereiro, veio uma oferta de emprego para Rafael, em outro condomínio, na área de serviços gerais. “E no mesmo momento eu mandei mensagem, eu falei: “Rafael, venha aqui no condomínio que eu vou lhe dar uma notícia boa”. Ele veio, e eu fiquei muito feliz, emocionado. Ele quase chorou, ficou emocionado também quando eu falei que tinha conseguido emprego pra ele”, disse Sérgio.

Relembre

Ao imergir na história de vida do rapaz, em reportagem publicada no último domingo, 28, a equipe do Portal Fan F1 entrou em contato com o síndico do prédio onde a agressão ocorreu, em busca de desdobramentos da história. Noticiada anteriormente pelo Portal, a agressão culminou em uma manifestação de entregadores de aplicativos alimentícios, no último dia 22 de fevereiro. O rapaz também prestou Boletim de Ocorrência e deve ingressar com um processo judicial para que haja a devida punição.

A  trajetória do jovem Rafael é marcada por diversas dificuldades, o rapaz perdeu os avós que cuidavam dele e suas irmãs ainda quando criança, foi vendido pela mãe para a tia, acabou indo morar em um abrigo da capital e foi adotado posteriormente por uma mulher, com quem morou até completar os 18 anos de idade. Desde então, Rafael está sozinho, e o emprego como entregador de aplicativo lhe conferia seu sustento.

Ao tomar conhecimento dessa situação, e como forma de compensar o jovem pela agressão sofrida o síndico e os moradores foram em busca de uma forma de ajudar o rapaz de maneira duradoura, buscando um emprego e um celular novo para o rapaz. “A gente fica feliz em poder ajudar ele de maneira mais efetiva. Eu disse a ele, o bom era ele não ter passado por isso, mas como ele passou, vamos transformar isso em uma coisa boa para a vida dele, até para que as pessoas vejam que até o mal pode se tornar o bem na vida das pessoas”, disse o síndico.

 

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