O ministro Alexandre de Moraes, do STF (Supremo Tribunal Federal), avalia os esclarecimentos apresentados pela defesa do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) para decidir se prorroga a prisão domiciliar humanitária.
Moraes se reuniu com os advogados de Bolsonaro na terça-feira (30), em seu gabinete, para tratar da situação médica do ex-presidente e da arma registrada em nome dele que foi apreendida em uma blitz em Brasília.
A prisão domiciliar foi concedida, em março deste ano, por razões humanitárias, em razão de problemas de saúde do ex-presidente, entre eles, uma internação por broncopneumonia. Na ocasião, Moraes determinou que a manutenção do regime fosse reavaliada em 90 dias, prazo que se encerrou na última quarta-feira (24).
Na reunião, a defesa apresentou informações atualizadas sobre o estado de saúde de Bolsonaro. Segundo os advogados, o ex-presidente ainda enfrenta complicações médicas e precisa de cuidados permanentes.
Em publicação nas redes sociais na terça, a defesa afirmou que Moraes ouviu os argumentos “com muita urbanidade” e “deu audição atenta” aos pontos apresentados.
Os advogados afirmaram considerar que os argumentos apresentados são suficientes para justificar a manutenção da prisão domiciliar.
Além do quadro de saúde, Moraes também analisa o episódio envolvendo uma arma registrada em nome de Bolsonaro. O armamento foi apreendido no início de junho durante uma blitz em Brasília.
Após o episódio, Moraes pediu manifestação da defesa e da PGR (Procuradoria-Geral da República) sobre o caso.
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