Ministro da Justiça disse que a Morte de Genivaldo dos Santos, em Sergipe, trata-se apenas de um caso isolado

O ministro da Justiça, Anderson Torres, afirmou, ao participar de uma audiência pública na Comissão de Direitos Humanos da Câmara, que a morte de Genivaldo de Jesus dos Santos, ocorrida após uma violenta abordagem policial em Sergipe, há duas semanas, trata-se de um “caso isolado”.

O ministro elogiou o trabalho da Polícia Rodoviária Federal (PRF) e apontou a instituição como “uma das melhores do mundo”.

“Em relação ao fato que nós viemos aqui tratar, eu gostaria de dizer que é grave, um fato em que todas as medidas legais foram adotadas. Até o momento, tudo está correndo bem, tudo está em andamento, a Polícia Rodoviária Federal imediatamente instaurou o inquérito policial, no qual estão sendo realizados todos os procedimentos de perícia de oitiva das pessoas, enfim, tudo que o que a autoridade policial entende pertinente”, disse Torres.

Genivaldo foi vítima de abordagem violenta de agentes da PRF. Os policiais transformaram a parte de trás de uma viatura em uma espécie de “câmara de gás”, e deixaram Genivaldo trancado por dois minutos após jogarem uma bomba de gás lacrimogêneo. Os policiais não foram presos até o momento.

Ao lado de Torres, o diretor geral da PRF, Silvinei Vasques, também esteve na audiência. Vasques apresentou números da PRF e disse que a instituição “não compactua” com crimes como o que ocorreu em Sergipe e não aprova o tipo de ação usada.

“A gente não compactua com aquilo que aconteceu em Sergipe. Nunca foi ensinado em nenhuma escola da PRF. Na nossa universidade, em nenhum curso da instituição, não ocorreu qualquer tipo de orientação para aquele procedimento. A instituição realmente entende que aquele fato é grave e vai trabalhar pra devida apuração”, disse o diretor.

(De Metrópoles)

 

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