E pensar que, há alguns anos, a senadora Maria do Carmo Alves (DEM) chegou a ser atacada por um de seus adversários quando comparada com uma “cadeira vazia” no Congresso Nacional. Muitos “críticos de plantão”, muitas vezes “alimentados” pelos recursos públicos (prática que hoje está escancarada em todo o País), incorporaram este discurso, na tentativa de não apenas ataca-la, mas de impor uma nova derrota ao então ex-governador João Alves Filho (DEM).
Houve um período recente da política local, que todos os líderes se uniram contra o “Negão” e, ainda assim, mesmo sem mandato e cargos, sem muitos recursos financeiros, com apenas quatro partidos lhe apoiando e um legado de obras estruturantes que transformaram as vidas de milhares de sergipanos, ainda assim foi derrotado nas urnas por uma diferença pequena, sendo duramente “massacrado” por três “máquinas”: a Prefeitura de Aracaju, o Governo do Estado e a presidência da República…
Derrotar João Alves sempre foi uma “meta traçada” por seus principais adversários. Mesmo quando ele não era candidato, precisava ser “atingido”, e quem virou “alvo” foi a senadora Maria do Carmo. “Ausente”, “velha”, “cadeira vazia”, “ultrapassada”, “aposentada” foram algumas das expressões ditas, repetidas vezes, contra não apenas a parlamentar, mas a esposa de João Alves! Mas como uma política consegue três mandatos no Senado sem se indispor, sem agressividade?
É bem verdade que o temperamento da senadora é forte! Isso é real! É uma característica sua, não da parlamentar, mas do ser humano. Quando gosta, Maria abraça, conduz e carrega! Quando não é afeita, ou se distancia ou mantém a discrição. Há sim quem não goste da democrata, mas ninguém permanece tantos anos com um mandato eletivo, sem ser condenada ou processada, sem comprar votos, se não tiver serviços prestados! Gostem ou não, esta é uma verdade…
Outro “apelido carinhoso” que Maria ganhou ao longo dos anos foi “assistencialista”! Sim, a senadora era criticada porque, mesmo sem grandes discursos ou entrevistas sonoras, sempre teve “acesso livre” na casa do pobre! Maria é um exemplo vivo que não precisa “agredir” para vencer e nem para ser reconhecida! E toda eleição é sempre a mesma coisa: é duramente atacada, contestada e criticada, mas carrega consigo, algo difícil de conquistar: a confiança do povo sergipano…
Isso João Alves também sempre teve, principalmente quando não estava no Poder. As pessoas se identificavam, se sentiam representadas. O tempo passou, são três mandatos de senadora da República e, quando muitos apostam em sua “aposentadoria” da vida pública, e mesmo sob o “peso da idade”, Maria do Carmo é hoje, segundo o Ranking dos Políticos (ferramenta que analisa o desempenho dos congressistas), a parlamentar mais bem avaliada entre os deputados e senadores sergipanos!
Não é de agora que este colunista vem anunciando que a atual bancada federal de Sergipe é uma das piores dos últimos tempos, em vários aspectos, dentre eles a representatividade. Maria não é “bolsonarista” e nem é “lulista”! Tem opinião própria e independência! Não é corrupta, não tem privilégios e nem faz barulho! Em “silêncio” preenche sua cadeira e trabalha por Sergipe. São milhões e milhões em recursos liberados, após todos esses anos. Representa melhor Sergipe que boa parte da bancada federal. Uma prova que “voto não tem preço, mas tem consequências”…
Habacuque VillaCorte




