Marcos Santana quer São Cristóvão na Alese em 2022. Pode ser com Fernanda Santana ou Paulo Júnior

O prefeito de São Cristóvão, Marcos Santana, MDB, chegou à conclusão de que a cidade que ele administra pela segunda vez deve ter uma representação direta na Assembleia Legislativa em 2022. A velha capital sergipana teve em 2020 um vistoso colégio eleitoral de 56.112 votantes. É o quinto do Estado.

E por Marcos Santana pensar assim, já colocaram nas ruas da cidade a pré-candidatura da assistente social Fernanda Santana, 38 anos, secretária municipal de Saúde da atual gestão, ex-secretária de Assistência Social e de Saúde na gestão passada, de 2017 a 2020 e, a parte mais chamativa, filha do prefeito.

Esta candidatura pode ser de Fernanda e pode não ser, pondera Marcos Santana. “Eu preciso fazer um parêntesis: não está definido que a candidatura será a de Fernanda Santana”, diz Marcos Santana, naquele jeitão lá dele – que jeitão mesmo? – de fazer política.

“Não estou dizendo que deve ser e nem negando a possibilidade de vir a ser Fernanda, a minha filha do meio, a candidata – eu tenho três filhas. Uma outra opção nossa para esta candidatura é Paulo Júnior, que é meu vice-prefeito”, reforça Marcos.

“Não quero sair para uma aventura. O contexto de mais à frente é quem vai determinar essa candidatura”, ressalta Marcos. No ano passado, Paulo, de 35 anos, saiu do segundo mandato de vereador direto para a Vice-Prefeitura. É uma raposa velha e estava presidente da Câmara.

É como se Marcos Santana, que não quer “aventura” eleitoral, achasse previamente que Paulo Roberto de Santana Júnior – este é o nome completo do sujeito -, estivesse mais taludo e tarimbado para uma disputa de âmbito estadual. E, depois, estaria tudo em casa do mesmo jeito: eles são primos em segundo grau.

Mas ao colocar Paulo Júnior nesse processo, Marcos Santana não está de modo algum desabilitando a filha Fernanda. “Ela leva jeito para a política, sim. Tem uma sensibilidade social bastante desenvolvida. Não sei se isso é projeto dela ou se é projeto do pai. Como não sou hipócrita para negar, digo que o pai tem muito a ver com isso. Mas sinto que ela tem vontade. Talvez não sonhasse com o mandato de deputada, por querer começar quem sabe como vereadora”, diz o prefeito.

Em 2018, Marcos votou para deputado estadual no sancristovense Francisco Gualberto, PT. Mas, apresentando Fernanda ou Paulo Junior em 2022, Marcos diz que não se sente em desarmonia com o aliado.

“Votei em Francisco Gualberto por ser da cidade. Cumpri um desafio que eu me impus e embora ele tenha correspondido comigo, não tenho compromisso futuro com ele. No mais, Gualberto é um pré-candidato a deputado federal”, desconversa Marcos.

JLPolítica

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