A Secretaria Municipal da Saúde (SMS) entende a importância de criar ações de assistência e acolhimento para pessoas com espectro autista e suas famílias. Por isso, há grupos de conversa entre as mães atípicas nas Unidade de Saúde da Família (USFs).
O objetivo dos grupos é criar um espaço só para as mães, para troca de experiências, acolhimento e suporte emocional para elas. “Muitas vezes as mães atípicas acabam ficando isoladas, apenas cuidando de seus filhos, por isso desde janeiro estamos com ações voltadas para essas mães, temos o grupo de roda de conversa, além de ações de autocuidado como saúde bucal, manicure, consultas médicas, enfim, tudo voltado para que essas mães sintam-se acolhidas”, reforçou Felipe Sobral, assessor da saúde das pessoas com deficiência.
No grupo, elas são as protagonistas, e esses momentos contribuem com a saúde mental das mães atípicas. “Esse grupo foi criado para que a gente pudesse conversar mais com as mães, conhecer as dificuldades que elas enfrentam nos cuidados com os filhos, e no cuidado dela para tentar minimizar as dificuldades”, explicou Raquel dos Reis Tavares, enfermeira da unidade.
A enfermeira ainda falou que, após realização do grupo com as mães atípicas, toda a unidade se sensibilizou, e os profissionais buscam ter um olhar diferenciado para essas famílias. “Quando elas veem na unidade, já sabem quem buscar para ajudar na solução das demandas. Acabou que toda a unidade se sensibilizou com essa questão, então a gente consegue ter um atendimento diferenciado, seja na sala de vacinas, de curativo, enfim, em todos os serviços”, contou Raquel.
Josileia Dias, que participa das reuniões, destacou a importância desses grupos. “Não é fácil para uma mãe atípica encarar as lutas do dia a dia, e encontrar esse apoio, interagir com outras pessoas para partilhar, trocar experiências”. A acolhimento é ainda melhor quando é feito por profissionais que já conhecem nossas lutas”.
Ascom/SMS
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