Em entrevista ao Jornal da Fan na manhã desta sexta-feira, 15, a pastora Cida Dias, mãe da jovem Mikaelly Dias, de 25 anos, que fez uma denúncia de importunação sexual contra o prefeito de Simão Dias, Cristiano Viana, corroborou a versão apresentada pela filha e rebateu a versão do gestor, que argumentou estar sendo extorquido e de que a denúncia tinha cunho político.
“Eu prometi não entrar nesse caso, mas tive que entrar devido as mentiras que ele inventou de que nós somos oposição dele, sendo que fui candidata dele na eleição de 2016. Minha filha tinha uma aproximação com ele, na época tinha 19 anos, eu sei que às vezes ela pedia algum dinheiro para comer alguma coisa, a aproximação era muito forte”, explicou a mulher.
Segundo Cida, o rompimento com Cristiano veio durante as eleições de 2020, em suas palavras, devido a mentiras e “coisas erradas” cometidas pelo prefeito. Nessa época, Mikaelly teria entrado em contato com Cristiano para pedir ajuda.
“Mikaelly pegou o número de Cristiano no meu celular e mandou mensagem para ele, e daí veio a barbaridade. Eu lembro que o Cristiano Viana mandou umas mensagens para ela, umas mensagens muito fortes. Eu lembro que nos prints tinha ele falando para se encontrar com ela no motel se ela quisesse”, completou.

Na oportunidade, a pastora também negou que a filha tenha feito chantagem para conseguir dinheiro do prefeito e estaria à serviço da oposição.
“Ela me disse que ia denunciá-lo e eu pedi que ela não fizesse isso, somos pequenas aqui na cidade e ela não tem advogado. Pedi para ela deixar para lá e poupar a esposa e filhos dele de verem uma coisa dessas, mas essas conversas não vem de hoje ou ontem. Eu vi que ele falava que a minha filha foi pressionada por políticos, é mentira. Eu pedi para ela se calar, eu sabia que ele ia inventar que ela queria ele, foi muito cínico dizendo que tinha envolvimento político e que ela queria chantagear ele”, finalizou.
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