O jornalista e ativista social, Saullo Hipolito, trava todos os dias uma batalha contra o preconceito e tentar levar luz ao problema da exclusão social de pessoas vivendo com o HIV. Em entrevista ao programa Sergipe Verdade, da rádio SIM FM, nesta terça-feira, 06, Saulo, que convive há mais de quatro anos e meio com o vírus, hoje indetectável, esclareceu visões mal concebidas sobre a soropositividade.

“Para mim era muito importante romper esse silêncio pois as pessoas ainda tratam o HIV como uma questão descomunal, uma questão que aterroriza, e temos cada vez mais que humanizar essas pessoas, existem pessoas sendo prejudicadas tanto no âmbito pessoal como profissional. Se uma pessoa tem receio de falar que vive com o HIV algo está errado, porque não é o HIV que vai definir a pessoa, o que vai definir é o caráter, a integridade e a vontade de trabalhar dela”, expressou.
Para compartilhar o que aprendeu sobre o HIV e desmistificar preconceitos, o jornalista usa perfis nas redes sociais para alertar a população de diversos graus de instrução sobre a prevenção, tratamento e responder as perguntas mais recorrentes sobre o tema. Na oportunidade, ele falou ainda sobre a diferença entre o vírus HIV e a Aids, comumente confundidos.
“O HIV é uma infecção sexualmente transmissível, só que ela tem tratamento, ela pode ficar em um estado de adormecimento dentro do corpo de alguma pessoa, que é quando ela se torna indetectável e não vai mais transmitir o vírus por vias sexuais”, disse ele, ao que acrescentou: “as pessoas ainda associam e são coisas totalmente diferentes, o HIV é o vírus que provoca a Aids, se não tratado. A Aids é a doença, que vai deixar o corpo daquele indivíduo indefeso e a partir daí uma doença mais oportunista vai infectar aquele corpo e pode até causar a morte daquele indivíduo”.
Saullo Hipolito ressaltou ainda a importância da testagem para a detecção do vírus e defendeu a humanização de pessoas soropositivas, que podem exercer normalmente suas atividades, tanto individuais como coletivas, uma vez que tenham acesso ao tratamento adequado.
“Uma pessoa que vive com o vírus do HIV trabalha normalmente, ela exerce todas as suas funções, ela se exercita, ela se alimenta, ela bebe, ela se diverte, e inclusive, tem relações sexuais com qualquer tipo de pessoa sem risco algum, desde que ela esteja indetectável, com seis meses dessa carga viral quase chegando a zero”, finalizou.
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