O deputado estadual e pré-candidato a vice-governador na chapa de Fábio Mitidieri, PSD, à reeleição, Jeferson Andrade, PSD, admite desconforto com a trombada havida entre os pré-candidatos ao Senado da chapa deles, Alessandro Vieira, MDB, e André Moura, União Brasil, mas ao mesmo defende uma recomposição, com a vinda de um nome para ocupar o lugar deixado vago por Alessandro.
O senhor entende que a chapa majoritária de vocês deve ser recomposta com mais um candidato a senador ou vai marchar com apenas um?, perguntou-lhe a Coluna Aparte. “Com certeza a chapa da gente tem que ter dois candidatos ao Senado”, disse Jeferson, de pronto.
“Sobre nomes, temos conversado muito com o governador. Ele tem sido muito participativo nesta questão, está buscando solução e creio que ao longo deste mês de março vai ser tomada esta decisão. O governador conversa muito com todos e quem vai decidir a questão será ele”, adiantou Jeferson.
E a Coluna Aparte lhe fez nova provocação: e esta opção está mais para Edvaldo Nogueira ou pra Rogério Carvalho? “Hoje eu não saberia quantificar este percentual. O presidente Lula tem conversado com o governador Fábio desde o começo do mandato, tentando fortalecer esta aliança, mas não podemos esquecer que o ex-prefeito Edvaldo Nogueira é um aliado do governador desde a primeira hora”, disse Jeferson.
“Então, é preciso sentar à mesa, ter juízo e definir como é que vai se posicionar finalmente o governador do Estado para que a gente defina isso o mais breve possível e para que se possa passar para a população mais segurança no processo sucessório”, diz.
No imaginário político de Jeferson Andrade essa ruptura não deveria ter acontecido. “Desde que compusemos a chapa majoritária que nós pregamos a necessidade de uma união e da boa conversa. Colocamos os dois pré-candidatos ao Senado para dialogar, mesmo que eu entenda que na política nem sempre se precisa ser amigo-íntimo de ninguém, mas achamos que todos precisam de respeito”, reforça.
“Principalmente dentro de uma coligação e entre os membros que farão parte de uma mesma chapa majoritária devem prevalecer esta união e a boa conversa. Ficamos bastante tristes com a ausência disso. Entendíamos que um bom diálogo poderia reverter o processo de desavenças, mas parece que chegou ao ponto em que foi preciso escolher um lado e o governador Fábio Mitidieri teve de tomar a sua decisão”, diz.
“Mas, antes de qualquer coisa, quero dizer que tenho apreço pelos dois – por Alessandro e por André. Este, eu conheço de há muito tempo. É um amigo pessoal, e com o Alessandro tive o prazer de marchar nas últimas eleições e foi um parceiro muito importante. Respeito demais os dois, mas acho que a fala de Alessandro foi um pouco equivocada e o governador entendeu que a melhor forma para manterá harmonia do grupo foi tomar esta decisão e o respeito vai continuar pelos dois”, diz.
O pré-candidato a vice-governador diz não duvidar de Alessandro Vieira quando ele afirma que seguirá tendo a Fábio Mitidieri como sua opção de voto para o Governo e nem vê chances de os dois abrirem uma dissidência bruta ou descortês. “Eu acredito em Alessandro, porque é uma relação muito próxima a que os dois nutrem. Não é porque saiu da chapa agora que se passará a dizer que o governador não presta e nem o governador poderá dizer que o senador Alessandro não prestava”, pondera.
“Ora, foram parceiros durante estes mais de três anos de Governo. O senador Alessandro em 2022 veio participar do segundo turno da campanha de Fábio, assim como André já estava lá desde o primeiro turno. Alessandro e Fábio são parceiros e ficaria até chato para um e para outro – e para a política, de um modo geral – o senador dizer que o governador está fazendo um mau Governo ou o governador dizer que o senador está fazendo um mau mandato. São dois políticos maduros e o tempo em resolver isso de um modo que só o tempo resolve”, diz.



