Isolado, Banco Central terá que ser mais agressivo ainda com juros

Banco Central tomou a correta decisão de se manter preocupado com a inflação ao sugerir que seguirá aumentando os juros na próxima reunião do Copom. Por pior que seja a ideia de subir juros, a inflação ainda não deu tréguas, e há sinais de que poderá aumentar acima do que o mercado está esperando para 2023.

Isolado, Banco Central terá que ser mais agressivo ainda com juros

O risco fiscal crescente com as medidas de ICMS do governo federal tende a ser um tiro no pé para a política econômica. Ao diminuir o imposto estadual, abre um fosso para as contas dos estados a partir do ano que vem quando as commodities e o crescimento forem bem menores do que foram ano passado.

Ao mesmo tempo, outras desonerações temporárias, que valem para esse ano, tendem a devolver parte da inflação que seria, em tese, eliminada este ano. Por isso, o mercado tem ajustado a expectativa de inflação do ano que vem para acima de 5%, ficando cada vez mais distante da meta e trazendo ainda mais dificuldade para o BC. Se ele já estava sozinho, agora tem um jogador intensamente contra na figura da política fiscal.

 

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