Nesta terça-feira, 29, o deputado estadual Iran Barbosa foi entrevistado no Jornal da Fan, da rádio Fan FM, e comentou as recentes declarações da ex-deputada Ana Lúcia sobre o rompimento entre ambos. Iran optou em não polemizar.
“Sobre a companheira Ana Lúcia tenho duas coisas importantes a dizer. A primeira delas é que eu construí, nós construímos juntos, ao longo das três últimas décadas, uma caminhada que eu considero extremamente respeitável, uma caminhada política bem sucedida, porque foi uma caminhada de muita dificuldade, de muita luta, e não quero jogar esse patrimônio na vala comum. Vou guardar a história que construímos”, disse o parlamentar.
E continuou: “A segunda coisa é que a gente tem que compreender o momento, inclusive de saúde que a companheira vive e fazer o que eu fiz desde o começo, mandando mensagens, me colocando à disposição, quando pedir para ter uma conversa com ela e não obtive resposta. Fazer o que sempre fiz, me solidarizar e desejar que ela se recupere bem, por compreender que ela tem um papel importante na luta da esquerda. O afastamento político já vinha se dando por outras razões”.
Sobre a saída do Partido dos Trabalhadores (PT) e a filiação ao PSOL, Iran afirmou que encerrou um ciclo e entra em outro.

“Eu estava há 20 anos dentro do PT e a decisão de sair não é resultado de um momento, ela é fruto de uma construção que vem se dando e a saída é o resultado de um momento que a gente está vivendo. A saída do Partido dos Trabalhadores foi uma decisão amadurecida, uma decisão muito refletida, uma decisão que não foi fácil, afinal de contas eu nunca militei em outro partido que não fosse o Partido dos Trabalhadores. No PT tenho amigos e companheiros que para mim são muito caros, muito respeitados, mas acredito que na história nós temos que ter a convicção de quando é que os ciclos se encerram para dar início a novos ciclos”, pontuou o deputado.
Por fim, Iran aproveitou para falar sobre o recente projeto enviado pelo Governo do Estado à Assembleia Legislativa, que, segundo ele, desmonta a carreira do Magistério.
“O projeto que foi apresentado é um projeto que representa um retrocesso imenso para a Educação de Sergipe, porque ele simplesmente desmonta a carreira do Magistério e isso desestimula, evidentemente, a categoria que está lá e desestimula qualquer pessoa a querer vir. Para você ter, você inicia a sua carreira com a formação de nível médio e você termina sua carreira, depois de 30, 35 anos de dedicação, podendo chegar até a ter o doutorado, mas você não muda a sua faixa salarial, é uma tabela que começa e termina com o mesmo vencimento. Isso não existe, é um desrespeito e um desacato à Lei de Diretrizes e Bases”, finalizou Iran Barbosa.
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