Interdição e abandono: há dois anos Parque Aquático Zé Peixe está só na história

Palco de três Campeonatos Brasileiros de Natação e do maior Norte/Nordeste já realizado, somando 1.500 atletas, em 1997, o Parque Aquático Zé Peixe, localizado na rua Campo do Brito, no bairro 13 de Julho, anexo a Arena Batistão, há cerca de dois anos é apenas elemento da história do esporte sergipano. É que a piscina olímpica oficial do Estado está sem condições de uso desde que foi interditada, em outubro de 2019, para reparos estruturais, mas nesses últimos 19 meses, quase nada foi feito dentro do espaço.

O Parque que leva o nome em homenagem ao prático mais famoso da história da Marinha Mercante, José Martins Ribeiro Nunes, mais conhecido como Zé Peixe, também já foi a casa de milhares de atletas sergipanos que deram as primeiras braçadas ali, assim como conquistaram suas primeiras medalhas dentro da natação. Se na história, o Parque Aquático ostenta tanta importante, fisicamente, hoje o local é só um espaço cercado por muros, portões e o silêncio das arquibancadas vazias.

Em 2019, após vistorias de órgãos fiscalizadores e audiências com o Ministério Público de Sergipe (MPSE), foram detectadas diversas deficiências na estrutura do Parque Aquático, como risco de corrosão e desplacamento da plataforma de salto, da marquise da arquibancada, necessidade de ajustes nos corrimões, guarda-corpos, no sistema elétrico e em outras áreas do espaço. O Corpo de Bombeiros também detectou a ausência de plano de combate a incêndios e ausência de extintores.

No último decreto anunciado pelo Governo de Sergipe, a realização de eventos esportivos de qualquer natureza foram liberados. Neste escopo, o calendário das competições de natação em Sergipe deve ser retomado em breve, mas, por ora, não poderá contar com o Zé Peixe. Sem a principal piscina do estado, a Federação Aquática de Sergipe precisa recorrer às piscinas particulares para poder realizar as competições.

Desde 2019, na época da interdição, a Secretaria de Estado da Esporte, Educação e Cultura (Seduc) afirma que a reforma seria feita e que os recursos já estavam assegurados por meio de emendas parlamentares, mas quase 20 meses depois, a licitação sequer está concluída. De acordo com a Superintendência de Esporte do Estado, a licitação já está em fase final, de homologação do resultado, para que seja dada a ordem de serviço.

O engenheiro responsável pelo processo de licitação explica que não há muitas empresas especializadas em recuperação estrutural no país, o que justifica a demora para concluir o processo licitatório. Questionada sobre o prazo de execução da obra, a Superintendência disse que aguarda a ordem de serviço ser assinada para poder divulgar o prazo. Entre esta e a próxima semana, esse processo deve ser concluído.

ViaF1

 

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