Marcos Andrade: botando fé na reabilitação do centro de Aracaju
Fato novo e de muito significado para o bem-estar cultural de Aracaju e para a reabilitação do Centro Histórico da capital sergipana: o antigo prédio da Associação Atlética de Sergipe, na Rua Vila Cristina, 127, São José, está sendo adquirido pelo Serviço Social do Comércio – Sesc – e naquela área insalubre vai nascer um Centro de Cultura e Arte.
A garantia disso foi dada com exclusividade à Coluna Aparte nesta segunda-feira, 22, pelo presidente da Fecomércio de Sergipe, Marcos Andrade. “São 10.500 metros e ali iremos fazer um grande projeto, que vai ser um Centro de Cultura e Arte para complementar a galeria de arte que temos ao lado. Nós queremos fazer concha acústica, um anfiteatro”, adiantou Marcos.
Mas Marcos Andrade ainda adiantou mais: quer fazer uma obra pra já. “O objetivo é em dois anos – de 2026 a 2027 -, podendo ser inaugurada no final de 2027. Eu preciso reforçar que nós temos, para isso, sempre o apoio do presidente da Confederação Nacional do Comércio, José Roberto Tadros”, disse.
Na concepção de Marcos Andrade, esta atitude da Fecomércio é mais uma mão na roda de reabilitação do grande centro histórico de Aracaju. “A começar com o fato de que nossos eventos são todos na Praça Fausto Cardoso. Inclusive a corrida do Sesc, realizada no dia 20, que foi na Praça Fausto Cardoso”, diz. Veja a seguir a entrevista com Marcos.
Aparte – A Fecomércio está adquirindo o terreno do antigo prédio da Associação Atlética de Sergipe, mas para quê finalidade?
Marcos Andrade – Na verdade, esse terreno está sendo adquirido pelo Sesc. São 10.500 metros e ali iremos fazer um grande projeto, que vai ser um Centro de Cultura e Arte, para complementar a galeria de arte que temos ao lado. Nós queremos fazer concha acústica, um anfiteatro. Ou seja, se alguma instituição desenvolve a cultura e a arte em Sergipe, seja a cultura popular, seja qualquer tipo dela, esta instituição é o Sesc.
Aparte – Estes setores vão ter o Sesc como apoiador neste espaço?
MA – Já o tem, e um exemplo prático é que nós temos já há 20 anos é a Aldeia Sesc, que é o maior evento da cultura popular.
Aparte – O modelo de apoio cultural do Sesc de São Paulo é nobre e clássico no país.
MA – É o maior do Brasil. E eu vou repetir: se alguém faz cultura nesse país, este alguém é o Sesc. Mas não é somente em São Paulo. É com todos os Estados.
Aparte – O planejamento do Sesc é para fazer essa obra em quanto tempo?
MA – O objetivo é em dois anos – de 2026 a 2027 -, podendo inaugurar no final de 2027. Eu preciso reforçar que nós temos, para isso, sempre o apoio do presidente da Confederação Nacional do Comércio, José Roberto Tadros.
Aparte – Já tem projeto arquitetônico para obra?
MA – Estamos agora aprovando, na sexta-feira, dia 26, na reunião de conselho, a viabilidade para que possamos já entrar no orçamento do próximo ano. Claro que tem todo um trâmite que precisa ocorrer.
Aparte – Quais são os passos?
MA – Após aprovar no Conselho Estadual, vamos finalizar a compra da área e fazer o projeto de viabilidade – tudo isso nós enviaremos para o Conselho Nacional, que se reunirá em novembro. E, a partir dessa aprovação, nós trazemos de volta e providenciaremos tudo.
Aparte – Terá custado quanto esse terreno?
MA – Como já houve a oferta dos mantenedores, vamos agora fazer as avaliações reais. Pela avaliação apresentada por eles – e preciso deixar claro, já que não vai valer para a gente -, foi de R$ 16 milhões. Nós vamos fazer uma avaliação com dois ou três peritos, e o valor que deve ser encontrado eles aceitariam. Ressalto que, no meu ponto de vista, não vale mais do que R$ 10 milhões, já que já compramos outros espaços aqui ao lado do Centro do Senac e temos noção.
Aparte – Já tem a média.
MA – Temos e a média é entre R$ 900 e R$ 1.000 por metro quadrado.
Aparte – O senhor acha que essa obra pode ajudar a reabilitar o Centro de Aracaju, que está cada dia com uma degradação preocupante?
MA – Com certeza, e é um ponto importante este que você cita. Da nossa parte, um exemplo é o Centro de Tecnologia do Senac, que nós inauguramos aqui na Barão do Maruim. Outro é a nova sede da Casa do Comércio Laércio Oliveira, que inauguramos também na Barão do Maruim. A nova Escola da Fecomércio, que será na Rua de Campos, além da reforma da sede administrativa do Senac e agora viemos com esse projeto. Vale ressaltar que nós estamos com 38 obras, em todo o Estado, nesse projeto de três anos, dos quais já entregamos 12. Nesta terça, dia 23, entregaremos a nova unidade do Sesc em Indiaroba. Ao todo, são 11 da gestão já materializadas. Até dezembro, mais cinco. Teremos um restaurante do Sesc no Rio Mar, único e exclusivamente para atender aos empregados do comércio.
Aparte – Seria lícito dizer que, se o Centro Histórico de Aracaju imbicar para o alto, enquanto reabilitação, a Fecomércio vai ter o seu DNA nisso?
MA – Não tenho dúvida disso. A começar com o fato de que nossos eventos são todos na Praça Fausto Cardoso. Inclusive a corrida do Sesc, realizada no dia 20, que foi na Praça Fausto Cardoso. Nós puxamos da praia para lá. A Praça Fausto Cardoso é conhecida como Praça da Fecomércio. Estamos em reforma do Cacique Chá, e a Rua 24 Horas, com a Rua do Turista, poderá ser da Fecomércio. Nós estamos nessa tratativa.
Aparte – Mas lhe incomoda, enquanto gestor da Fecomércio, que o Centro de Aracaju seja muito alvo de conversa e que pouca coisa se faça pela reabilitação dele?
MA – Já incomodou mais. Mas hoje não, porque acho que agora vai, de fato, ser realizada esta reabilitação. Hoje nós temos o governador do Estado preocupado com o turismo – que tem inclusive um projeto -, nós temos uma prefeita da capital atual preocupada com o turismo, que está se somando. Nessa hora não tem que ter política ideológica. Tem que ter o bem-estar e o desenvolvimento da nossa capital. Já que o turismo é o que mais cresce no Brasil.
Aparte – O senhor acredita na força real do turismo?
MA – Sim. Na última pesquisa, Sergipe foi o segundo colocado a nível Brasil no turismo e o primeiro no Nordeste. Graças ao quê? A projetos de turismo, seja através do Governo do Estado, seja dos municípios. Na última pesquisa que fizemos, no primeiro semestre, só a arrecadação e o faturamento do turismo em Sergipe foram de mais de R$ 350 milhões. Isso é um número significativo. Sem projeto você não sai do lugar – e projeto nós tempos hoje.
https://jlpolitica.com.br/colunas/aparte/posts/importantissimo-terreno-da-associacao-atletica-de-sergipe-vai-virar-um-centro-de-cultura-e-arte-do-sesc



