Governo lança o Agosto Lilás. O objetivo é divulgar medidas que podem ser adotadas no caso de violência contra a mulher

Proteger às mulheres contra diversos tipos de violência é o intuito da ‘Campanha Agosto Lilás’ lançada nesta quinta-feira, 3. O governador Fábio Mitidieri, juntamente com a secretária de Estado de Políticas para as Mulheres (SPM), Danielle Garcia, iniciou a campanha alertando para os números de feminicídio no país e em Sergipe.

Governo lança o Agosto Lilás. O objetivo é divulgar medidas que podem ser adotadas no caso de violência contra a mulher

A ação integrada da SPM, Secretaria de Estado da Assistência Social (Seasc), Secretaria de Segurança Pública (SSP) em parceria com outras secretarias e entidades, objetiva reduzir índices de violência contra a mulher no estado. Informações da Coordenadoria de Estatística e Análise Criminal (CEACrim)/SSP-SE e do Observatório Beatriz Nascimento/SPM, dão conta que foram 20 casos de feminicídio em 2021; 19 casos em 2022; e até junho de 2023, 7 casos. Neste ano, foram registradas 25 tentativas de feminicídio, sendo que 20 casos aconteceram dentro da residência das vítimas. Segundo o Anuário de Segurança Pública, entre os anos de 2021 e 2022 foram concedidas 4.424 mil medidas protetivas para as mulheres.

 

“Este é o mês em que a gente alerta a sociedade dos riscos da violência contra a mulher, daquilo que a gente pode fazer enquanto política pública para preservar a vida e a segurança da mulher sergipana. Precisamos ser duros nesse combate. O governo está vigilante e vai trabalhar nesse sentido, e, contar com parcerias porque sozinho ninguém faz nada”, enfatizou o governador.

 

Nacionalmente, os números também são altos. Pesquisa realizada pelo Fórum Brasileiro de Segurança Pública, por meio do Instituto Datafolha, revelou que foram mais de 18 milhões de mulheres vítimas de violência no último ano.

 

E justamente por causa desses dados que a secretária de Estado de Políticas para as Mulheres, Danielle Garcia, informou que Sergipe está preparado e tem policiais capacitados para atender a vítima, a mulher. “Essa luta não tem que ser apenas de um dos integrantes dessa grande problemática, ele é um problema de todos nós. Essa não é uma causa só de polícia, ou só de justiça ou só dessa mulher que está envolvida naquele problema. É uma questão social”, enfatizou.

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