Governo federal é menos transparente que 21 estados em gastos na pandemia

O governo federal é menos transparente no uso dos recursos para o combate à pandemia do que a maioria dos estados brasileiros, segundo ranking elaborado pela ONG Transparência Internacional (TI) – Brasil.

Se fosse uma unidade da federação, a União estaria empatada com Roraima na 22ª colocação.

Pesaram na nota dada ao governo federal deficiências no acesso a informações sobre contratações emergenciais e sobre os impactos das medidas de estímulo à economia e de proteção social.

Alagoas, Ceará, Espírito Santo e Rondônia dividem a primeira posição do ranking estadual, todos com a pontuação máxima. Além desses, outros quinze estados e o Distrito Federal receberam 80 pontos ou mais na avaliação da TI, o que lhes confere o selo de transparência “ótima”. Cinco estados (Pará, Roraima, Santa Catarina, Sergipe e Rio de Janeiro) obtiveram nível “bom”.

O Rio de Janeiro, onde a suspeita de falcatruas na contratação de serviços de saúde para o combate ao novo coronavírus levou ao afastamento do governador Wilson Witzel, obteve 61 pontos na avaliação da TI — ou seja, por apenas dois pontos escapou de ser classificado como “regular” no ranking de transparência. Segundo o ranking, o Rio de Janeiro é um dos três estados menos transparentes no combate à covid-19. O Acre ficou em último lugar, o único com nível “ruim” de transparência. O Piauí, com resultado “regular”, obteve a segunda pior classificação. Entre as capitais, Goiânia (GO), João Pessoa (PB), Macapá (AP) e Vitória (ES) têm as prefeituras mais transparentes com as informações relacionadas ao uso de recursos emergenciais e doações no combate à pandemia. Maceió (AL), Aracaju (SE), São Luís (MA) e Teresina (PI) obtiveram as piores colocações no ranking das capitais. São Paulo ficou na 14ª colocação e o Rio de Janeiro, na 22ª

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