Gestão fiscal de 92% das cidades sergipanas é difícil ou crítica

A Federação das Indústrias do Estado do Rio de Janeiro (Firjan) divulgou índice que mede o equilíbrio fiscal das cidades brasileiras em 2020. Das 75 sergipanas, apenas Aracaju e Moita Bonita apresentaram uma boa gestão fiscal, enquanto 59 cidades estão em situação crítica e 10 são consideradas com dificuldade, como aponta o Índice Firjan de Gestão Fiscal (IFGF).

Esse índice avalia quanto a cidade arrecada por meio de impostos, como gasta esse dinheiro, os investimentos feitos e as condições para arcar com compromissos futuros. O IFGF varia de 0 a 1. A classificação é feita da seguinte forma: de 0 a 0,4 a situação é classificada como crítica; de 0,4 a 0,6 com dificuldade; de 0,6 a 0,8 boa gestão e acima de 0,8,  excelência.

Segundo o IFGF, 59 cidades sergipanas estão em situação crítica, 78% dos municípios, 10 estão com dificuldade, ou seja 13%, e apenas Moita Bonita e Aracaju são avaliadas com uma boa gestão. Nenhum município sergipano é caracterizado pelo índice com excelência, ou seja, uma avaliação maior que 0,8.

Veja o ranking das dez cidades sergipanas melhor avaliadas no índice da Firjan:

1º Aracaju – 0.7919

2º Moita Bonita – 0.6125

3º Nossa Senhora de Lourdes – 0.5829

4º Cedro de São João – 0.5510

5º Barra dos Coqueiros – 0.5354

6º São Cristóvão – 0.5074

7º Itaporanga d´Ajuda – 0.4786

8º Japaratuba – 0.4774

9º Estância – 0.4721

10º Itabaianinha – 0.4466

Mesmo sendo a cidade sergipana mais bem avaliada, com o indicador de 0.7919, Aracaju é a 668a. colocada no ranking nacional. Já o pior município avaliado em Sergipe é Canindé de São Francisco, com 0.0126, e ocupa a 5237º posição de 5.239 cidades que constam no estudo, portanto na terceira pior avaliação do país.

Entre as posições das cinco cidades mais populosas de Sergipe, segundo o IBGE:

668º – Aracaju avaliada com 0.7919 e com 672.614 habitantes

3012º – São Cristóvão avaliada com 0.5074 e com 92.090 habitantes

4202º – Itabaiana avaliada com 0.3535 e com 96.839 habitantes

5006º – Lagarto avaliada com 0.1835 e com 106.015 habitantes

5026º – N. Sra do Socorro avaliada com 0.1720 e com 187.733 habitantes

Segundo a Firjan, o estudo destaca que o cenário de pandemia  exigiu ações extraordinárias para que os impactos sobre a saúde e a economia fossem minimizados, além das eleições municipais, aspectos que contribuíram para a melhora do quadro fiscal dos municípios.

Em Sergipe,  92% das cidades apresentam situação difícil ou crítica em relação ao equilíbrio fiscal, mostrando uma fragilidade do poder municipal em arcar com despesas e organização da situação financeira das cidades.

Os municípios de Nossa Senhora da Glória e Santo Amaro das Brotas não possuem dados divulgados pela federação. Confira o estudo feito pela Firjan clicando aqui.

Estagiário sob a supervisão da jornalista Laís de Melo*

Edição de texto: Monica Pinto

 

https://www.f5news.com.br/economia/a-gestao-fiscal-de-92-das-cidades-sergipanas-e-dificil-ou-critica.html

 

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