A Fundação Municipal de Formação para o Trabalho (Fundat) realizou, na última quarta-feira, 2, um evento especial em alusão ao Dia Mundial de Conscientização sobre o Autismo. A iniciativa teve como objetivo debater os desafios enfrentados pelas mães atípicas, destacando a importância do autocuidado e da construção de uma rede de apoio para lidar com o diagnóstico do Transtorno do Espectro Autista (TEA).
O encontro aconteceu na Unidade de Qualificação Profissional (UQP) do bairro Santa Maria e reuniu mães e seus filhos autistas em um momento de troca de experiências e debate. A presidente da Fundat Melissa Rollemberg participou da atividade e enfatizou a necessidade de maior atenção do poder público não apenas às crianças e adolescentes neurodivergentes, mas também às mães, que frequentemente criam seus filhos sozinhas.
“Elas costumam ser abandonadas por seus parceiros e acabam sobrecarregadas, sem apoio, sem tempo e, muitas vezes, sem perspectiva. É nesse momento que a sociedade e as instituições públicas precisam atuar, oferecendo suporte a essas mulheres, que enfrentam enormes desafios apenas com sua força e fé”, afirmou Melissa.
A presidente da Fundat também ressaltou que muitas dessas mães enfrentam dificuldades para ingressar no mercado de trabalho, pois não têm com quem deixar seus filhos. “Elas precisam de uma rede de apoio para que possam lutar por um futuro melhor, tanto para si quanto para seus filhos”, concluiu.
O evento contou ainda com palestras do ativista da causa autista Emmanuel Moraes, da fonoaudióloga Swyanne Rodrigues e de Maria da Conceição, mãe atípica que compartilhou sua trajetória na luta pelos direitos das crianças autistas. Durante sua fala, Maria destacou a importância da união entre as mães e da busca pela efetivação das leis já existentes.
“Eu comecei essa luta por várias mães, mas a desunião das mães atípicas me fez correr ao lado do meu filho. As leis existem para proteger os nossos filhos, mas, infelizmente, precisamos forçá-las a sair do papel”, enfatizou. A iniciativa reforçou a necessidade do fortalecimento das mães atípicas e da construção de um suporte mais eficiente para garantir qualidade de vida às famílias de pessoas com TEA.
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