A Secretaria da Família e da Assistência Social (Semfas) realiza todas as noites do Forró Caju uma importante ação de conscientização e combate ao trabalho infantil. A atividade é executada pela equipe do Serviço Especializado de Abordagem Social, que circula pelo entorno dos mercados municipais orientando comerciantes e ambulantes sobre os direitos das crianças e adolescentes.
De acordo com a coordenadora da Abordagem Social, Aline Rocha, o trabalho contínuo tem gerado bons resultados. “A mensagem que estamos passando, essa mensagem socioeducativa, está sendo também acolhida por muitos dos comerciantes que aqui estão. Encontramos alguns que já nos conheciam de eventos anteriores. E aí falam: ‘olha, vocês aqui de novo, eu não esqueci a orientação’. Os comerciantes entenderem que crianças e adolescentes não podem estar desempenhando atividades insalubres, noturnas, perigosas”, conta.
Dona Maria Izabel Santos é ambulante e participa do Forró Caju como forma de garantir uma renda extra. Ela já foi orientada pela equipe da Semfas e reconhece a importância da ação. “Lugar de criança é estudando, é brincando. E esse trabalho de conscientização é importante dentro do Forró Caju”, pontua.
O trabalho permanece durante todos os dias de festa, com foco tanto na prevenção quanto na interrupção de situações de violação de direitos.
“Teve um episódio ontem que chamou a atenção. Uma empresa estava com menores, e aí a gente fez uma orientação com o empresário, esclarecemos que é uma atividade que não pode ter o adolescente envolvido e o empresário entendeu, e interrompemos a violação de direito. Aqui no mercado vamos até o dia 29, sempre protegendo nossas crianças e adolescentes”, explica Aline.
Até o momento, já foram realizados 17 casos de orientação e enfrentamento ao trabalho infantil.
Outras ações de proteção
Além do combate ao trabalho infantil, a Semfas também realiza ações de identificação de crianças e adolescentes presentes no evento. Até o sexto dia de festa, já foram distribuídas cerca de mil pulseiras de identificação, que facilitam a localização de responsáveis em casos de desencontro.
A equipe também monitora e orienta situações que envolvem o consumo de bebidas alcoólicas por menores de 18 anos e presta atendimento a outros grupos em situação de vulnerabilidade, como a população em situação de rua.
“Também, estamos orientando e realizando a assistência àqueles menores que consomem bebidas alcoólicas excessivamente, como a venda do produto para eles, o que não é permitido. Ainda, tem outros grupos vulneráveis que estão aqui, como a população em situação de rua, que prestamos atendimento”, finaliza Aline Rocha.




