A campanha do senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) aposta na reação de torcidas organizadas à proibição das bets para devolver ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) o desgaste provocado pelas polêmicas em torno de Nossa Senhora Aparecida.
O cálculo de aliados de Flávio é de que o impacto nos clubes deve tirar de 1% a 2% de votos de Lula.
Nos últimos dias, os bolsonaristas têm medido nas redes a mobilização de comentários sobre a edição da medida provisória que proibiu a atuação de empresas e os paralelos traçados com a retirada de patrocínios dos clubes.
Governistas têm minimizado o impacto para dizer que os times não ficarão sem patrocínio e que outras empresas já demonstraram interesse em ocupar o espaço das bets.
A campanha de Flávio tenta conter os impactos sobre a fake news da padroeira e ao mesmo tempo o efeito da proibição das bets sobre o eleitorado evangélico e outras fatias da população. O PT fala em ganho eleitoral com a edição da MP.
Flávio tem se dividido entre acenos a católicos e evangélicos e chegou a comparar a fake news sobre a padroeira com a facada sofrida pelo pai em 2018, em Juiz de Fora. A fala foi durante entrevista a um podcast católico.




