O desaparecimento de um indígena ainda é um mistério. Ele desapareceu no Hospital de Urgências de Sergipe João Alves Filho, maior hospital público do estado.
Elenildo dos Santos, conhecido como Calunga, tem 51 anos e estava no hospital acompanhando o filho de 10 anos que se recupera de uma pneumonia.

Elenildo dos Santos – indígena desaparecido/ Foto cedida pela família
Era 19h do dia 28 de maio deste ano, uma sexta-feira, quando segundo funcionários do hospital, Elenildo foi no estacionamento do hospital para fazer uma ligação. Desde então não foi mais visto. O celular dele foi encontrado por uma enfermeira na última terça-feira, 8 no estacionamento do hospital.
O último contato de Elenildo foi por telefone com a filha. Ela iria ficar com o irmão no hospital no dia seguinte para que o pai pudesse descansar, mas ao chegar no hospital não o encontrou.
Elenildo e a família são indígenas e moram na tribo Kariri-xocó, no município alagoano de Porto Real do Colégio, distante 100 quilômetros de Aracaju. Segundo eles, Elenildo não tinha inimigos e também não havia recebido ameaças.
“Meu irmão não sabe ler, nem escrever, não sabe andar nessa cidade. Nós precisamos localizar esse membro da tribo Kariri-xocó. Peço as autoridades e ao povo que nos ajudem”, apelou Ivanildo dos Santos, irmão do indígena desaparecido.
O irmão e a filha do indígena desaparecido prestaram depoimento à polícia nessa quarta-feira, 9. O caso está sendo investigado pela Polícia Interestadual (Polinter), unidade integrante do Departamento de Crimes contra o Patrimônio (Depatri). O Ministério Público Federal também já está no caso.
Qualquer informação que possa ajudar a localizar o indígena desaparecido deve ser passada para polícia seja através do 190 ou do 181. A Fundação Nacional do Índio – Funai informou que está acompanhando o caso através da Coordenadoria Regional em alagoas sediada em Maceió.




