O Jornal da Fan desta quinta-feira, 22, entrevistou o tio do advogado e empresário Geffeson Moura Gomes, de 31 anos, morto no Sertão da Paraíba durante uma operação da Polícia Civil de Sergipe. Os advogados do delegado e dos policiais também falaram sobre o assunto.
O tio de Geffeson, Geraldo Quirino, que também é advogado do caso, disse que vai recorrer da decisão que concedeu alvará de soltura aos três presos nessa quarta-feira, 21. Ele disse ainda que o delegado apontado como o responsável por disparar os oito tiros que mataram Geffeson tinha intenção de matar e que isso está descrito no inquérito policial.
“O delegado Osvaldo Resende em uma outra operação no ano passado se envolveu na morte do tio do verdadeiro alvo da operação na Paraíba que terminou na morte do meu sobrinho. Por conta disso, ele já havia sido ameaçado, ele estava pronto para matar. Os policiais fizeram uma blitz aguardando a passagem do verdadeiro criminoso, o delegado Osvaldo Resende estava a cerca de 10 metros do local conversando com um delegado da Paraíba. Ele foi chamado pelos policiais, sacou a arma e matou Geffesson brutalmente com oito tiros. Além disso o deixou lá sangrando até morrer”, detalhou.
Para Geraldo, não há dúvida de que foi um crime de execução. Ele disse que vai lutar por Justiça e para que a sociedade paraibana tenha uma resposta justa para este caso.
O advogado de um dos policiais, Cícero Dantas, disse que o processo está no início e que ainda há muitos pontos a serem esclarecidos. De acordo com o advogado Cícero Dantas, o magistrado que expediu alvará de soltura, entendeu que o delegado e os policiais, são pessoas de identidade conhecida, possuem moradia fixa, trabalham e colaboraram com as investigações. Ele ainda pontuou que o inquérito é um processo meramente opinativo, mas que não pode ser tomado como prova.
Os policiais e o delegado foram indiciados por homicídio qualificado e fraude processual.
O assessor de Comunicação da Secretaria de Estado da Segurança Pública de Sergipe (SSP-SE), Lucas Rosário, disse que apesar do tio de Geffesson contestar, a Polícia Civil de Sergipe tem colaborado com as investigações desde o início e que em nenhum momento os policiais sergipanos se negaram a prestar os esclarecimentos necessários.




