O vazamento dos termos de um manifesto de entidades empresariais e órgãos da sociedade civil ao STF (Supremo Tribunal Federal), que cobra rigor da corte diante das acusações contra ministros, é apontado nos bastidores como um dos principais motivos pelos quais o presidente da Corte, Edson Fachin, teria adiado a reunião que faria nesta quarta-feira com o presidente da OAB (Ordem dos Advogados do Brasil) e dirigentes de seccionais. A OAB de São Paulo, do Rio de Janeiro e do Paraná estão entre as entidades que subscreviam o documento.
A reunião foi cancelada na última segunda-feira. O motivo oficial foi “sobrecarga de agenda”, mas a leitura é de que Fachin quis evitar um ato de pressão pública por entidades uma vez que no horário previsto para o encontro, na quarta, o manifesto já estaria publicado. A divulgação do documento pelas entidades empresariais deve ser também nesta quarta-feira, como antecipou a CNN.
A mais recente versão obtida na última segunda-feira pela CNN, dizia que “neste momento crítico não há espaço para soluções obscuras, casuísticas ou revanchistas” e que “cabe ao Plenário do Supremo Tribunal Federal, em discussão livre, pública e presencial, examinar as suspeitas e acusações existentes”.
Afirmava ainda que “as autoridades suspeitas, acusadas ou diretamente interessadas devem ser afastadas desse processo decisório, com ampla oportunidade de esclarecer os fatos à luz do devido processo legal”.
Defendia ainda que “a democracia exige transparência e procedimentos públicos imunes à parcialidade e ao favorecimento”.
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