Os estagiários de medicina da Universidade Federal de Sergipe (UFS) e da Universidade Tiradentes (UNIT) continuam cobrando pela vacinação contra covid-19, e apontam erros na aprovação de cadastro da Secretaria Municipal da Saúde para a vacina. Segundo eles, alguns estudantes foram vacinados, porém, outros que atuam nos mesmos setores e possuem as mesmas funções, não tiveram o direito ainda de receber a primeira dose.
De acordo com João Eduardo, um dos representantes da UFS, o critério de aprovação de cadastro junto à SMS pode estar equivocado, já que existem pessoas que mandaram a solicitação antes e ainda não foram analisadas.
“Teve gente que mandou depois, é da mesma função, e já foi aprovada e recebeu o código para se vacinar. Parece que eles vão autorizando para quem quiser, sem critério. Entendemos que idosos precisam receber primeiro, e não queremos passar na frente de ninguém, mas estamos pedindo transparência e nem isso está sendo possível, porque eles não nos respondem”, disse.
Há cerca de duas semanas, esse grupo de estudantes cobrava da prefeitura a inclusão no Plano de Vacinação, já que foram considerados grupo prioritário por atuarem em unidades de saúde hospitalares e terem contato direto com pacientes de síndromes gripais. No entanto, ainda conforme João Eduardo, até o momento somente cerca de 100 estagiários foram vacinados com a primeira dose, enquanto outros 68 aguardam o imunizante.
“Nós só queríamos que eles cumprissem com o determinado por direito e dessem uma resposta para a gente. Porque é uma dificuldade para estabelecer contato com a SMS. Eles não divulgam os critérios para profissionais de saúde, ampliam a vacina, sem vacinar quem está esperando há um mês, muito tempo sem aprovar ou liberar os códigos. Isso não está acontecendo só com os estagiários. Muitos outros profissionais estão com o mesmo problema”, disse João ao F5 News.
O portal procurou a Secretaria Municipal da Saúde para ter sua versão da denúncia. A pasta apenas informou que a liberação de código para vacinação segue os critérios definidos pelo Ministério Público Federal e pelo Ministério da Saúde.
Edição de texto: Monica Pinto




