Em entrevista ao programa Sergipe Verdade, da rádio SIM FM, nesta segunda-feira, 23, a secretária estadual da Saúde, Mércia Feitoza, comentou sobre a mudança de perfil do Centro Obstétrico Leonor Barreto Franco, no município de Capela, que teve suas atividades interrompidas. A unidade, que era da esfera estadual, passa a atuar na realização de cirurgias eletivas sob a responsabilidade municipal.
“A maternidade tinha uma produção muito baixa de partos, em 2020 foram apenas 279. Uma avaliação do município trouxe a proposta de transformar aquela unidade com a alternativa de ao invés de ser um centro obstétrico, pudesse ser um centro para realizar cirurgias eletivas, sob a responsabilidade municipal. A proposta foi avaliada e se chegou a um consenso de aprovar a deliberação de uma mudança no perfil da unidade, essa foi a proposta aceita e acolhida”, explicou.
Segundo Mércia, já existia um processo do Ministério Público de Sergipe desde 2018, com vista a questionar um pequeno fluxo e dificuldades no sistema de escala de profissionais na maternidade em Capela.
“Esse é um processo que já vinha sendo discutido. Durante a pandemia, nós realizamos processos seletivos para toda a rede, seja hospitalar ou materna, para compor escalas, pois haviam algumas falhas. E com um plantão restrito, não atendíamos todas as gestantes, elas iam para outras maternidades da rede. Não conseguimos compor as escalas, então fizemos um outro chamamento, onde a maternidade e estava posta para o credenciamento dos médicos, mas não obtivemos êxito”, completou.

Um ofício expedido pela Secretaria de Estado da Saúde, no dia 20 de maio, já deliberou sobre a suspensão de todos os serviços contratualmente prestados junto à Maternidade de Capela, a partir desta segunda-feira, 23. Na oportunidade, a secretária também falou sobre o destino dos servidores que trabalhavam no local, assim como os gastos mensais despreendidos pelo estado com a unidade.
“Os profissionais vão para as unidades que compõem a rede estadual, vão para os locais mais viáveis. São pessoas que vão continuar trabalhando, muitos irão para o Hospital de Glória, onde também existe uma maternidade, então continuarão trabalhando na mesma área. O custo era de mais de R$ 1 milhão mensal, e quando a gente analisa números, era um custo alto para a produção daquela unidade, tudo isso sempre foi analisado por todos os gestores. Isso é somente a concretização de todos os fatores, não foi feito de forma intempestiva, mas com vários critérios técnicos, ninguém pretende mudar de perfil quando está dando tudo certo”, finalizou.
https://fanf1.com.br/cidades/2022/05/26708/era-um-custo-alto-para-a-producao-da-unidade-diz-secretar.html




