A prefeita de Aracaju, Emília Corrêa, se manifestou nesta terça-feira (2) após a divulgação da medida que atualiza o limite territorial entre os municípios de Aracaju e São Cristóvão. A decisão atende a uma determinação do Supremo Tribunal Federal (STF), que confirmou sentença de 2012 da Justiça Federal em Sergipe, declarando inconstitucional a lei municipal de 1989 que alterava os limites sem consulta popular. Com isso, Aracaju terá de devolver cerca de 11% do território ao município vizinho, incluindo áreas do Mosqueiro até a região de expansão próxima ao conjunto Santa Lúcia, no bairro Jabotiana.
Em pronunciamento, a gestora afirmou que a administração municipal não aceitará a decisão de forma passiva. “Quero deixar claro, a prefeitura de Aracaju não aceita essa decisão passivamente e está atuando em todas as instâncias para defender o que é da nossa cidade”, destacou.
A prefeita enfatizou que, há mais de 70 anos, é Aracaju quem garante serviços e infraestrutura à população da zona de expansão. Segundo ela, a prefeitura mantém 14 escolas municipais que atendem mais de 6 mil alunos, três unidades de saúde responsáveis por 32 mil pessoas, mais de 3 mil pontos de iluminação pública, além de coleta de lixo, limpeza urbana, patrulhamento da Guarda Municipal e monitoramento eletrônico.
Emília também lembrou dos investimentos em andamento. “Hoje, estamos realizando o maior investimento da história da região, o programa Aracaju Cidade do Futuro, com recursos de 84 milhões de dólares do Banco dos Brics. Só em obras de drenagem e urbanização, são 165 milhões de reais para transformar o Mosqueiro e a Área Branca em um novo vetor de desenvolvimento da nossa capital”, afirmou.
A gestora reforçou que já ingressou com uma ação rescisória para tentar reverter a decisão judicial. Para ela, a disputa não se resume a documentos ou recursos aplicados, mas à identidade da população que vive na região. “Estamos defendendo o sentimento de milhares de famílias que nasceram, estudaram, se trataram na rede de saúde e vivem todos os dias como aracajuanas. Retirar a zona de expansão de Aracaju não é apenas um erro jurídico, é ferir a identidade de quem se reconhece como parte da nossa capital”, completou.
Sergipe
Emília Corrêa diz que Aracaju não aceitará perder zona de expansão
Prefeita critica decisão do STF, destaca serviços prestados pela capital na região e garante que irá lutar na Justiça para reverter medida Cotidiano | Por F5 News02/09/2025 14h11 |
Tempo de leitura: 1 min 35 seg
A prefeita de Aracaju, Emília Corrêa, se manifestou nesta terça-feira (2) após a divulgação da medida que atualiza o limite territorial entre os municípios de Aracaju e São Cristóvão. A decisão atende a uma determinação do Supremo Tribunal Federal (STF), que confirmou sentença de 2012 da Justiça Federal em Sergipe, declarando inconstitucional a lei municipal de 1989 que alterava os limites sem consulta popular. Com isso, Aracaju terá de devolver cerca de 11% do território ao município vizinho, incluindo áreas do Mosqueiro até a região de expansão próxima ao conjunto Santa Lúcia, no bairro Jabotiana.
Felipe GoettenauerFelipe Goettenauer
Em pronunciamento, a gestora afirmou que a administração municipal não aceitará a decisão de forma passiva. “Quero deixar claro, a prefeitura de Aracaju não aceita essa decisão passivamente e está atuando em todas as instâncias para defender o que é da nossa cidade”, destacou.
A prefeita enfatizou que, há mais de 70 anos, é Aracaju quem garante serviços e infraestrutura à população da zona de expansão. Segundo ela, a prefeitura mantém 14 escolas municipais que atendem mais de 6 mil alunos, três unidades de saúde responsáveis por 32 mil pessoas, mais de 3 mil pontos de iluminação pública, além de coleta de lixo, limpeza urbana, patrulhamento da Guarda Municipal e monitoramento eletrônico.
Emília também lembrou dos investimentos em andamento. “Hoje, estamos realizando o maior investimento da história da região, o programa Aracaju Cidade do Futuro, com recursos de 84 milhões de dólares do Banco dos Brics. Só em obras de drenagem e urbanização, são 165 milhões de reais para transformar o Mosqueiro e a Área Branca em um novo vetor de desenvolvimento da nossa capital”, afirmou.
São Cristóvão/ReproduçãoSão Cristóvão/Reprodução
A gestora reforçou que já ingressou com uma ação rescisória para tentar reverter a decisão judicial. Para ela, a disputa não se resume a documentos ou recursos aplicados, mas à identidade da população que vive na região. “Estamos defendendo o sentimento de milhares de famílias que nasceram, estudaram, se trataram na rede de saúde e vivem todos os dias como aracajuanas. Retirar a zona de expansão de Aracaju não é apenas um erro jurídico, é ferir a identidade de quem se reconhece como parte da nossa capital”, completou.
Emília Corrêa concluiu reafirmando que Aracaju continuará lutando para manter a zona de expansão em seus limites. “Essa área é de Aracaju por história, por serviços, por investimentos, mas acima de tudo, por pertencimento. Seguiremos firmes defendendo a nossa cidade e a nossa gente”, finalizou.




