“…a junção de Emília Corrêa com Ricardo Marques, não surtiu o resultado desejado.”

Há no cenário político da sucessão em Aracaju, uma sensação de que a campanha da pré-candidata Emília Corrêa sofreu um esfriamento. O quadro hoje é bem diferente de quando ela transitava sozinha numa pré-campanha que iniciou no final de 2022.
Após ter passado o ano de 2023 sendo citada diariamente como a única opção para disputar a Prefeitura de Aracaju, a vereadora Emília Corrêa levou a vantagem por um longo período, de caminhar sozinha na estrada sucessória. E por esse motivo, sempre apareceu como favorita para o pleito.
Ocorre que a partir do momento que outras pré-candidaturas foram lançadas, o quadro de favorecimento começou a sofrer alterações que aparentemente atingiram o desempenho eleitoral de Emília, e apesar da aposta de que seria imbatível, o fato é que ele começou a se movimentar para eliminar obstáculos que começaram a colocar em risco o projeto eleitoral.
O primeiro grande obstáculo foi o de buscar um partido que tivesse estrutura para lastrear o projeto de candidatura, e o partido disponível era o PL, mas ao se filiar ao PL, partido identificado com Bolsonaro, Corrêa teve que superar um novo obstáculo, o de quebrar a desconfiança vistosa que havia entre apoiadores do ex-presidente, e para isso, quando Bolsonaro visitou Sergipe, Emília teve que fazer um tremendo esforço para se mostrar como apoiadora dele. O esforço foi grande, porém não convenceu a uma galera que ainda enxerga a movimentação de Emília ao lado de Bolsonaro como oportunista, já que por um bom tempo houve resistência da parte dela para defender o projeto político de Bolsonaro.
O outro grande obstáculo foi o surgimento de outras pré-candidaturas que surgiram no cenário político da capital, com destaque para a pré-candidatura do União Brasil, que em seis meses de movimentação conseguiu praticamente se consolidar como a principal adversária de Emília. A pré-candidatura da deputada federal Yandra Moura, surgiu e com estilo pessoal determinado e carismático, conseguiu conquistar uma fatia importante do eleitorado. E ao demonstrar grande capacidade de movimentação, com propostas desenvolvimentistas, ousou ser a primeira pré-candidatura com a chapa completa.
Yandra escolheu um vice, e levou os demais pretendentes ao cargo de prefeito(a) de Aracaju a também se preocupar com a formação completa das suas chapas. A escolha do vice é algo que preocupa todos os titulares de chapa. Mas para Emília a escolha do vice era exatamente o “Calcanhar de Aquiles”, era a situação que mais a incomodava, já que o comandante do partido tinha preferência pelo nome do ex-senador Eduardo Amorim, e Emília aparentava não nutrir qualquer simpatia por essa opção.
Sabedora de que já não surfava sozinha como antes, Corrêa passou a se interessar por um nome que pudesse reoxigenar a pré-campanha, e enxergou na popularidade do vereador Ricardo Marques, a fórmula ideal para alcançar a vitória.
Eis que apesar de muito bem avaliado, a forma de atuação de Ricardo, se confunde com a de Emília, e os levam a transitarem na mesma faixa de apoiadores, não permitindo na prática uma somação. Essa situação remete alguns analistas políticos a avaliarem que o nome de Eduardo Amorim somaria muito mais, por aproximar de Emília um perfil de eleitor que ela dificilmente conquistaria. E por isso, a avaliação final é que ao descartar o nome de Eduardo Amorim, Emília Corrêa deu um tiro no pé.
O sentimento existente hoje entre alguns pré-candidatos do PL e principalmente do PSDB, é o de que a junção de Emília Corrêa com Ricardo Marques, não surtiu o resultado desejado.




