Faltando pouco mais de seis meses para as eleições municipais, em meio a tantas especulações e tratativas dentro da janela partidária, cada vez se fortalece o conceito de que o prefeito de Aracaju, Edvaldo Nogueira (PDT), mesmo no exercício de seu quarto mandato no comando da capital, tende a não eleger nenhum dos seus “indicados” no pleito de 2024. Este é um “estigma” do prefeito que o acompanha há muitos e muitos anos.
Edvaldo chegou à PMA como vice-prefeito em 2000 fruto de um “acordão” para que Marcelo Déda (in memoriam) vencesse aquela eleição. Em 2004 foi beneficiado com uma tranquila reeleição de Déda e, dois anos depois, após a renúncia do petista para disputar o governo do Estado, ele (Edvaldo) emergiu ao cargo de prefeito. Em 2008 foi reeleito numa disputa contra o então senador Almeida Lima, que assumiu um forte desgaste nacional, e contra Mendonça Prado, que sofria sem estrutura financeira.
Graças à imposição do então governador Marcelo Déda (in memoriam), a articulação política do ex-governador Jackson Barreto e a ausência do ex-governador João Alves Filho (in memoriam) de Sergipe, que acompanhou a então senadora Maria do Carmo Alves em um demorado e difícil tratamento de saúde em São Paulo, Edvaldo venceu aquele pleito. Dali em diante, começou a perder apoios importantes, tanto que tentou eleger Tânia Soares para uma cadeira na Alese e ela ficou na suplência em 2010.

Dois anos depois, de saída da PMA, após uma gestão bastante desgastada, Edvaldo “pesou”, mas negativamente na campanha para prefeito de seu candidato Valadares Filho, derrotado para João Alves naquele pleito; sem mandato, só restava ao agora ex-prefeito seu “estilo carismático”! Candidato a deputado federal em 2014 não se elegeu e parecia entrar no “ostracismo”, até que foi convocado pelo governador Jackson Barreto que, rompido com os Valadares, usou todas as forças para eleger Edvaldo em 2016.
Em 2018 a “aposta” de Edvaldo Nogueira foi seu “fiel escudeiro” Professor Bittencourt, que na busca por uma cadeira na Assembleia Legislativa não teve nem 4,5 mil votos em todo Estado; dois anos depois, Edvaldo foi reeleito é verdade, mas com uma diferença (41 mil votos) não muito expressiva para Danielle Garcia, que disputava sua primeira eleição. Em 2022, “rifado” da disputa pelo governo do Estado, Edvaldo “testou” Luiz Roberto para deputado federal e conquistou mais uma decepção nas urnas…
Agora nós chegamos na eleição municipal de 2024, quando mais uma vez Edvaldo encerrará um ciclo administrativo e (PASMEM): da mesma forma que em 2012, seu pré-candidato não figura entre os favoritos na disputa, muito por conta de sua decadente gestão, que se sustenta mais pelo marketing do que pelas ações. Muitas promessas feitas em 2016 e 2020 não saíram do papel, no apagar das luzes obras são iniciadas e o pobre Luiz Roberto (só restou ele) terá que ir para o sacrifício! Que estigma!
https://93noticias.com.br/blog/11//102795/eleicao-de-2024-vai-consolidar-estigma-de-edvaldo-de-nao-eleger-ninguem




