É verdade que o trocadilho do título acima, ‘do lixo ao luxo’, é bem ‘pobrinho’, a gente aqui reconhece! Mas, por outro lado, para uma cidade da importância de Aracaju, capital do estado, viver anos a fio sob o regime de contratação emergencial para a limpeza urbana e coleta de lixo, aí sim é que se pode, sem sombra de dúvida, considerar de uma pobreza ímpar em termos de administração pública e de cuidados com o erário.
Explica-se: durante muito tempo Aracaju viveu sob a égide de contratações emergenciais para a prestação desse serviço essencial. A atual gestão, sob o comando da prefeita Emília Corrêa (Republicanos), por exemplo, herdou duas delas da gestão de Edvaldo Nogueira (PDT). Mas não foi só isso: herdou também uma cidade emporcalhada justamente na virada de 24 para 25 por conta de dívidas deixadas pela administração de Edvaldo!
Ora, aqui não se apoia nenhuma ‘teoria da conspiração’. Mas não pagar a empresa então responsável pela coleta de lixo e ver Aracaju amanhecer o dia 1º do ano da graça de 25 com lixo se acumulando nas ruas tem todo um jeitão de ‘casca de banana’ deixada para que a administração que se iniciava escorregasse, né não?

Aí tome operação especial para livrar a cidade de tanto lixo e tome a oposição partir pra cima de Emília como se ela fosse ‘culpada’ por um absurdo daqueles. E, leitor e leitora, por incrível que pareça, olha lá as bandeiras empunhadas pelos oposicionistas ao longo do ano passado: ‘a cidade está suja’, ‘a gestão não tá cuidando da cidade’ e por aí vai.
Só que, ao longo de seu primeiro ano, através da Emsurb, Emília foi equacionando as coisas e Aracaju seguiu limpa e bem cuidada. E aí, meio que sem fazer alarde, as questões técnicas e burocráticas foram sendo resolvidas para, neste 21 de janeiro deste ano da graça de 26, a licitação do lixo ser homologada, pondo um fim a desavergonhada política de renovar emergenciais atrás de emergenciais – mais uma vez, e para ficar claro, política essa herdada da gestão de Edvaldo, ora pois!
E se o trocadilho lá do título foi pobre, reconheçamos: a licitação para coleta e manejo de resíduos sólidos e limpeza pública levada a cabo pela Emsurb é simplesmente bilionária: R$ 1.097.374.104,00. Mas antes que a mesma oposição que fez ‘algazarra’ com esse tema ao longo do ano passado venha ‘chiar’ sem razão, bora logo deixando claro: esse valor representa uma redução de 15,07% no valor orçado para os 5 anos de contrato. Ponto pra Emsurb e pra a gestão Emília.
Mas não para nisso, não! As empresas que venceram a licitação, Ramac e Torre Empreendimentos, apresentaram propostas com 10,8% de redução no preço da coleta e do transporte do lixo; de menos 36,2% na coleta de entulho; e, finalmente, de menos 18,7% em relação a limpeza geral da cidade, isso numa comparação com as famigeradas contratações emergenciais.
‘Ah, AnderSonsBlog, mas a Torre já estava aí há 40 anos e vai voltar?’, poderia questionar o leitor e a leitora mais ‘cri-cris’. Sim, é verdade! Mas também é verdade que, agora, a empresa venceu pelo menor preço e, em última análise, resta provado que a gestão de Emília leva a sério a questão da impessoalidade e não persegue nenhuma empresa, bastando para estas se adequarem aos serviços e aos preços que garantam vantagens reais para a… população, né não?
Enfim, o resumo é bastante simples: coletar lixo e entulhos, mantendo a cidade limpa e por um preço menor do o que era cobrado pelas tais contratações emergenciais é, sim, um luxo que o povo de Aracaju merece e que a gestão de Emília Corrêa fez prevalecer, já que a gestão passada simplesmente ignorava isso. Simples assim!



