Delegado rebate acusações de truculência em abordagem a homem em Capela

Em entrevista ao programa Sergipe Verdade, da rádio SIM FM, nesta quinta-feira, 1º, o Delegado Wanderson Bastos, rebateu as acusações de que teria invadido uma residência e agredido um homem no município de Capela. De acordo com ele, o homem em questão tem envolvimento com o tráfico de drogas na região e teria ameaçado uma cidadã que é testemunha em processos e denunciou o esquema de entorpecentes à polícia.

“Por conta dessa excelente relação que ela mantém com as forças policiais, esse cidadão foi ameaçá-la, foi até a porta dela com um revólver dizendo que ia matá-la, exatamente porque estava atribuindo a ela o título de cabueta, x9 e dizendo que ela tinha que morrer. Um parceiro dele, inclusive, tirou foto dessa moça e disse que ia mandar foto para o presídio, para que quando infratores saíssem de lá matassem essa moça”, disse o delegado.

As denúncias de truculência na abordagem partiram da irmã do indivíduo envolvido, que expôs a situação em uma emissora de rádio. Wanderson Bastos afirma, no entanto, que só se dirigiu até a casa do homem nessa quarta-feira, 30, por conta das ameaças à testemunha.

“Cheguei lá ontem para abordá-lo, realmente, ele estava na garagem, tem uma moto vermelha, tudo conforme nos foi narrado pela testemunha, mandei ele encostar na parede, e ele veio para cima de mim, arrogante, dizendo que não era bandido porque não tem passagem pela polícia, grande coisa, já prendi vários traficantes que não tinham passagem pela polícia”, afirmou o delegado, ao que acrescentou: “No momento em que ele veio para mim, eu realmente o empurrei, dei um safanão nele para proteger a minha vida, ele caiu ao chão, foi imobilizado, eu supus que havia uma arma na moto dele, fomos lá e encontramos uma buchinha de maconha, e ele disse que era usuário. Eu não tinha mandado para entrar na casa dele, então não entrei”.

Na oportunidade, ele negou ainda que tenha atirado para atingir o indivíduo ou ocupantes da casa e narrou detalhes da abordagem.

“A mulher dele veio gritando pra cima da gente, e eu fui até uma calçada lateral, uma calçada de barro e dei três tiros de fuzil, e ela disse que eu quis matar o marido dela. Eu só atiro no bandido se ele colocar minha vida em risco, o marido dela estava desarmado, apenas com uma buchinha de droga, veio para cima e foi imobilizado, foi empregado o uso progressivo da força, e se ele colocasse a minha vida em risco, vamos deixar isso claro, ele ia morrer”, completou.

O delegado argumenta que possui um acervo que comprova o envolvimento do cidadão com o tráfico de drogas e que agiu de acordo com a lei.

“Essa esculhambação que a irmã desse cidadão foi fazer na Imprensa, me atribuindo o título de arbitrário, que eu fui lá para matar o irmão dela, acaba por atrapalhar a nossa investigação, mas não tem problema, já fizeram isso comigo em outras oportunidades, e eu posso garantir o seguinte: mais cedo ou mais tarde eu vou colocar ele na cadeia, porque ele é traficante. Ele pode procurar a Corregedoria de Polícia, eu tenho toda a prova da licitude da minha conduta, tenho áudios, tenho vídeos, tenho depoimentos”, finalizou.

https://fanf1.com.br/cidades/2022/12/29981/delegado-rebate-acusacoes-de-truculencia-em-abordagem-a-home.html

 

 

 

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