DANIELLE DE VOLTA AO COMEÇO
DEIXANDO O MDB
“Danielle poderá retomar o comando de sua vida política, e adotar decisão própria de apoio em 2024 provando a Katarina…”

Composta por Claudio Rabello/Enrique Prieto, nasceu “VOLTA AO COMEÇO”, e na interpretação dessa bela canção o intérprete Fábio Júnior nos lembra que: “todo caminho tem, tem ida e volta”, um pouco mais a frente ele diz: “Toda saída tem a sua porta”.
A balada romântica aborda sobre a dor e a reflexão após o término de um relacionamento e utiliza metáforas para descrever o processo de cura e a dificuldade de seguir em frente. E é dessa forma que estamos enxergando o atual momento da delegada Danielle Garcia, cujo o excesso de carisma tem lhe permitido obter excelentes votações, mas a decisão de ser a arquiteta autônoma da sua carreira política, tem a deixado até hoje sem a conquista de único mandato.
Isso porquê na política, a autonomia não é boa companheira, ela apenas aumenta os obstáculos a serem superados. E Danielle hoje, diante das idas e vindas em tão curto espaço de tempo, conhece bastante cada um desses obstáculos.
Danielle iniciou uma carreira política ao lado de Alessandro e Emília Corrêa, e o que se esperava ser o surgimento de um trio de jovens políticos que contribuiriam para mudar a cara da política em Sergipe, se mostrou um projeto falido em razão do festival de ambições demasiadas e vaidades desnecessárias.
Alessandro, astuto e sentindo-se ameaçado, tratou de afastar Emília do caminho dele, e para isso usou Danielle que entusiasmada com o lançamento para disputar a prefeitura de Aracaju, agiu como comportada liderada de liderada de Alessandro, e para não o contrariar, nem tentou segurar Emília no projeto. Como naquele momento Emília projetava ser a cereja do bolo, e ser a escolhida para disputar a prefeitura de Aracaju tendo Alessandro e Danielle como cabos eleitorais, estava então trincada de vez a relação política. Era o fim do que nem começou.
2020 o saldo era: Alessandro com mandato, Emília com mandato, e Danielle com boa votação mas sem mandato. Veio 2022, em carreira solo e demonstrando querer encerrar de vez o ciclo que a tornou liderada do senador Alessandro Vieira, Danielle buscou o comando de uma sigla, pela qual tentou conquistar uma vaga no Senado Federal, o pleito foi encerrado com o seguinte resultado: Danielle com boa votação, mas sem mandato.
Como em 2022 existiu um segundo turno para governador, a eleição de Fábio Mitidieri surgiu como uma tábua de salvação para Danielle se recuperar das investidas mal sucedidas. Na condição de presidente do PODEMOS foi guindada ao cargo de “Secretária de Política para as Mulheres”, e apesar de ter iniciado a vida pública na oposição, ela foi bem acolhida como integrante da base governista, onde vinha se inserindo como integrante de um grupo político robusto, o que facilitaria a conquista de um mandato de deputada estadual ou federal.
Eis que, sem lenço e sem documento, o senador Alessandro Vieira, que enfrenta até hoje um visível desgaste perante os que apostaram na eleição dele, articulou o que pode para fisga-la mais uma vez. E conseguiu. Tirou Danielle do governo, passou a se apresentar como o novo tutor do projeto político dela, e a levou para uma situação desgastante, quase um beco sem saída.
Mas, como nos lembra a bela canção: “Toda saída tem a sua porta”, e a porta que poderá salvar Danielle, talvez seja a de saída do MDB, surpreendendo a todos com o reconhecimento do erro cometido, dando um passo para trás, para que num futuro não muito distante, possa dar dois passos para frente.
Não se surpreendam com a decisão que possa levar Danielle a deixar o MDB, quem em tão pouco espaço de tempo lhe criou um enorme desgaste. Danielle poderá retomar o comando de sua vida política, e adotar decisão própria de apoio em 2024 provando a Katarina Feitoza que deseja de verdade ver uma mulher no comando da PMA e buscar um agrupamento que te assegure condição eleitoral futura.




