Danielle anuncia escolha política com fachada de ‘técnica’

Por Narcizo Machado

Na manhã da quarta-feira, 7, a Associação Comercial e Empresarial de Sergipe (Acese) realizou o primeiro encontro com candidatos à Prefeitura de Aracaju. A convidada foi Danielle Garcia (Cidadania).

Durante o encontro com os líderes empresariais, Danielle fez um gesto político inteligente. “Fiz questão de fazer isso aqui na Acese pois entendo que seria emblemático”, explicou a candidata, ao anunciar um dos nomes mais respeitados do setor, o jovem e líder político, Milton Andrade, como futuro comandante do Desenvolvimento Econômico da capital, em caso de vitória no pleito de novembro.

Por mais que a candidata queira dar um caráter técnico à escolha, ela não o é. Escolha puramente técnica seria pegar um nome que fora da militância política, enfrentar os aliados e bancar a indicação.

Milton é um empresário de sucesso, líder do setor, presidiu entidades empresariais, é filiado hoje ao Partido Liberal (PL) após o insucesso do Partido Novo e após disputar as eleições de 2018 como candidato a governador pelo PMN. Além disso, ele é o articulador político de Danielle Garcia e um dos coordenadores da atual campanha.

Não há questionamentos da capacidade técnica de Milton. Sua escolha é a demonstração de que é possível unir critérios nas indicações políticas, ao contrário do que prega Danielle. Qual o problema de assumir isso? Criminalizar a política fazendo política? Contradição? Incoerência?

Todos esses fatos mostram que não adianta criminalizar a política tentando dar a ela a responsabilidade pelas falcatruas que ocorrem em gestões. O documento assinado por Danielle e aliados, onde criminalizam as indicações políticas, acaba de ser rasgado em plena campanha eleitoral.

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