Da idolatria à rota de colisão: Leandro Kível e Confiança vivem briga na Justiça

Com 102 jogos e 40 gols marcados pelo Confiança, o atacante Leandro Kível, aos 37 anos, já marcou o seu nome na história e figura na prateleira de ídolos do Dragão. A história entre clube e jogador, recheada de momentos marcantes, agora vive um capítulo de drama.

Em janeiro deste ano o contrato do atleta com o clube se encerrou e ele acabou tendo que deixar o Sabino Ribeiro. O problema é que, segundo Kível, ele deixou o clube enquanto ainda se recuperava de uma lesão grave no joelho. “Só quero meu direito. Eu sou um trabalhador. Se eu estivesse apto, não teria recusado propostas de outros clubes no início da temporada. A minha vida no futebol iria seguir, mas estou impossibilitado. Hoje, não consigo nem correr. Tentei junto a minha advogada a reintegração de forma amigável, mas eles recusaram”, disse Kível, em um desabafo através da sua rede social.

Nesta semana, o veterano atacante conseguiu na Justiça uma liminar favorável para que seja reintegrado ao elenco do Confiança, após o magistrado julgar que ele não deveria ter sido dispensado enquanto ainda se recuperava da lesão no joelho.

Por meio de nota, o Confiança disse que vai cumprir a decisão enquanto o departamento jurídico prontifica defesa no processo, mas afirma que o jogador tinha condições de jogo. “O Confiança está seguro da sua razão, pois foi sempre pautado pelo departamento médico, na tomada de decisões em casos específicos. Todos os treinos do clube são filmados pelo setor de  análise de desempenho. Desta forma, todos os dados e comprovações de que ele estava apto para retornar a jogar serão devidamente anexados à defesa do clube”, pontuou a nota divulgada pelo Confiança.

Da idolatria à rota de colisão: Leandro Kível e Confiança vivem briga na Justiça

A nota do Confiança cita diversos jogos ao longo da temporada de 2020 em que Kível estaria à disposição para jogar, inclusive participando em seis ocasiões e marcando um gol, contra o Vitória, no dia 1º de setembro.

Já o atacante diz que teve que jogar com dores e sob medicamentos. “O tempo todo eu reclamei de dor, tentei suportar treinos com dor, joguei com dor à base de infiltração. O que o DM (Departamento Médico) dizia? É normal. Tem que suportar essa dor pra passar essa fase. Escutar da diretoria que eu estava apto, foi como levar uma facada nas costas e ser chamado de mentiroso”, desabafou o atleta.

Com a situação longe da definição, Leandro Kível deve ser reintegrado ao elenco do Confiança nas próximas semanas e continuar o tratamento no joelho, enquanto o clube tenta, por via judicial, derrubar a liminar.

Por Ícaro Novaes

 

 

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