Em entrevista ao Jornal da Fan desta segunda-feira, 4, o diretor de vigilância de Saúde na Secretaria de Saúde de Sergipe, Marco Aurélio Góes pediu que, com o cancelamento das comemorações do carnaval, a população siga as medidas governamentais e permaneça em casa.
“Mesmo com o cansaço das pessoas em relação a pandemia e o isolamento, as medidas deverão ser seguidas. É melhor estar cansado do que morto pela Covid-19” alerta Marco Aurélio.
Medidas mais drásticas poderão ser necessárias por conta do aumento de casos de coronavírus no estado. “Estamos em uma fase de transmissão ampla da doença. Temos muitos assintomáticos e a grande maioria das pessoas que estão apresentando sintomas são testadas e acabam recebendo o diagnóstico positivo” explicou.
O sinal de alerta foi dado através de um estudo da Universidade Federal de Sergipe (UFS), que prevê o pico da segunda onda da doença para o mês de janeiro, com a possibilidade de um estrangulamento da rede de saúde que poderá entrar colapso por conta da baixa oferta de leitos de UTI diante do alto número de casos.
Na última quinzena de dezembro, a taxa de transmissão da doença era de 1.87, isso quer dizer que 100 pessoas contaminadas podem contaminar outras 187.
Marco Aurélio afirmou que houve uma ampliação de 35 leitos de UTI no estado. Porém, a medida poderá ser ineficaz caso o número de pessoas que necessitem do tratamento intensivo seja muito grande. Por isso, é necessário a colaboração da população através do uso de máscaras, higienização das mãos e do distanciamento social.
Em relação as festas e aglomerações clandestinas, o diretor comentou que os eventos estão sendo proibidos com o intuito de preservar vidas.
“A sociedade deve entender que quando ocorre uma festa clandestina, não são só as pessoas que frequentam as festas que estão em risco, e sim, todo o seu círculo social. Essas pessoas vão ser transmissores em todo os ambientes que frequentam”.
Sobre a vacina, Marco Aurélio contou que ela é uma grande esperança, mas ainda não é realidade em nosso território. “Esperamos que até o final do mês o governo esteja liberando as primeiras doses para os grupos prioritários. Porém, vale lembrar que a chegada da vacina não decreta o fim das medidas de distanciamento”.




