Conheça o passo a passo da reciclagem em uma cooperativa de Aracaju

Considerada um dos pilares da sustentabilidade, a coleta seletiva de resíduos ainda é uma realidade distante para a maioria da população aracajuana. De acordo com a Empresa Municipal de Serviços Urbanos (Emsurb), responsável pela coleta seletiva e reciclagem, o percentual de pessoas atendidas pelo serviço na capital sergipana é de aproximadamente 41%, ou seja, menos da metade da população.

Pela lista de bairros que contam com o serviço prestado pela Prefeitura de Aracaju é possível notar que não estão incluídos no serviço os periféricos e de classes sociais em geral mais humildes, como Santa Maria, Olaria, Japãozinho, Cidade Nova, Marivan, Lamarão, Novo Paraíso e Palestina, entre outros.

Apesar de uma das cooperativas mais antigas da capital, a Care, estar localizada no bairro Santa Maria, a população desta comunidade não recebe o serviço de coleta seletiva. Por outro lado, a maior parte dos catadores da entidade é de moradores do bairro.

A Cooperativa Care, que atua há 21 anos em Aracaju, conta atualmente com 72 cooperados, dos quais apenas dois não são moradores do bairro Santa Maria. Por lá passam diversos tipos de materiais, a exemplo de papéis, plásticos, metais, até vidro de garrafas de bebidas e potes de conserva, entre outros. Também são reciclados resíduos eletrônicos na Care. Segundo a direção, cerca de 20% dos materiais recebidos ou coletados não se prestam à reciclagem.

De acordo com o coordenador institucional da Emsurb, Bruno Moraes, são coletadas, passam por triagem e chegam à comercialização aproximadamente 160 mil toneladas de material reciclado em Aracaju, por mês. Esse trabalho é feito pelas cooperativas presentes na capital, como a Care, Coores, e também por algumas empresas particulares, como Reciplas.

 

Por Laís de Melo

Edição de texto: Monica Pinto

Deixe uma resposta