Comissão de Acompanhamento da Obra da Nova Olaria acompanha andamento do projeto de urbanização da comunidade

Nesta terça-feira, 29, a Comissão de Acompanhamento da Obra (CAO) realizou mais uma visita ao canteiro de obras do Projeto de Trabalho Social (PTS) Nova Olaria, localizado na zona Oeste de Aracaju. A iniciativa da Prefeitura de Aracaju integra um conjunto de ações financiadas com recursos do programa federal “Pró-Moradia”, totalizando um investimento de aproximadamente R$ 86 milhões. O projeto contempla a urbanização de ruas, rede de esgotamento sanitário, drenagem pluvial, abastecimento de água e energia elétrica, além da construção novas casas para famílias da região.

Durante a visita, técnicos, representantes da Prefeitura de Aracaju, empresa executora e moradores acompanharam o andamento da obra. Do total investido, cerca de R$ 23 milhões são destinados especificamente à readequação da infraestrutura viária da comunidade, incluindo a pavimentação das vias existentes e a abertura de novas ligações com a BR-235 e a avenida Santa Gleide.

De acordo com a engenheira da Empresa Municipal de Obras e Urbanização (Emurb), Rita de Cássia dos Santos, a execução está dividida em duas etapas e enfrenta alguns desafios relacionados à liberação de áreas. “Essa é uma obra de infraestrutura da comunidade Nova Olaria, com drenagem, rede de esgoto, estação elevatória, pavimentação e acessibilidade. Hoje, ela deveria estar com 40% de execução, mas está com aproximadamente 25% porque ainda precisamos demolir algumas casas para permitir a passagem da tubulação”, explicou.

A CAO é formada por seis moradores eleitos pela própria comunidade, que atuam como mediadores entre a população e os órgãos envolvidos, participando de visitas trimestrais para monitorar o andamento da obra e esclarecer dúvidas dos residentes. A assistente social Glécia Farias, da empresa Aquatro — responsável pelo desenvolvimento do PTS — destacou o papel central dos trabalhos sociais no processo de reurbanização.

“O projeto social atua em diversas frentes, como educação ambiental, patrimonial, geração de renda e atividades de sensibilização. Já realizamos oficinas como operador de caixa, cuidador de idosos, design de sobrancelha, entre outros. A ideia é oferecer suporte às famílias afetadas pela obra e promover inclusão e cidadania”, explicou Glécia.

Camilla Batista, 24 anos, é uma das moradoras que vivia em condições precárias no local e hoje, graças ao apoio do projeto, encontra-se em situação temporária mais digna. “Eu morava aqui em um barracão, mas graças a Deus e com o apoio da equipe do projeto social, estou morando em um lugar decente com a ajuda do aluguel social. Agora meu desejo é que a obra seja concluída e eu possa ter minha casa própria para criar meu filho”, afirmou.

 

 

 

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