Citado por hacker da Lava Jato, Orlando Rochadel garante: “tudo não passou de uma confusão”

O portal de notícias Brasil 247 exibiu na terça-feira, 16, através de transmissão no YouTube, uma entrevista exclusiva com o famoso hacker, Walter Delgatti Neto, o “Vermelho”, que ficou conhecido por invadir contas em aplicativos de mensagens de mais de 200 autoridades brasileiras, entre elas, ministros do governo Bolsonaro, membros do Judiciário e da Lava Jato.

A entrevista, que ocorreu com limitações de informações devido às sanções judiciais a que Delgatti está submetido, teve como foco revelar conteúdos ainda não publicados, pela chamada “Vaza Jato”, uma ação de vazamento de informações confidenciais de conversas entre os membros da Lava Jato e autoridades do Poder Judiciário. O grande apelo da ação é comprovar uma ação coordenada para condenar e aniquilar politicamente o ex-presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva, e construir um projeto de poder, com a ocupação de cargos políticos e de comando nas principais instituições jurídicas do Brasil.

Durante a transmissão, o hacker afirmou que o procurador Deltan Dallagnol seria o mentor e coordenador do método de pressão. As ‘chantagens’ teriam ocorrido para obrigar ministros do Supremo Tribunal Federal a acatar os pedidos dos membros da famosa operação, que dividiu a história política do Brasil. E esta postura só teria sido possível, porque Dallagnol e cia, tinham lastro de proteção. Um dos espaços controlados por eles, teria sido a Corregedoria Geral do Ministério Público. E é neste ponto, que surge a citação do promotor, Orlando Rochadel, que é catarinense de nascimento e cidadão sergipano. Ele foi corregedor geral dos Ministérios Públicos, até setembro de 2019. Assista o trecho da entrevista no vídeo abaixo.

https://youtu.be/ZnNSWhUMpTI

O promotor se posicionou sobre o assunto com exclusividade para nossa coluna. Orlando Rochadel atendeu ao pedido de entrevista com muita disponibilidade e demonstrando tranquilidade diante dos fatos. Ele resumiu as declarações do hacker com uma frase, que foi repetida algumas vezes: “tudo não passou de uma confusão”. Rochadel, que atualmente atua na Promotoria de Educação do Ministério Público Estadual de Sergipe (MPE-SE), revelou ainda em primeira mão, projetos que devem estão sendo operacionalizados sob sua coordenação e que devem ser implantados no segundo semestre pelo MPE-SE.

“Atuei por dois anos no Conselho Nacional e por mais dois na Corregedoria Geral. Meu nome ficou conhecido. Acredito em uma confusão natural. Ele me confundiu com algum membro da Corregedoria do Ministério Público Federal. Não existe mensagem minha. Eu não trocava mensagens com os membros da Lava Jato. Sempre fui muito duro com a posição de alguns membros da operação. Instaurei vários procedimentos contra eles, e com pedidos de punição”, relatou Rochadel.

Membro do MPE-SE desde 1997, Rochadel disse que sua ação mostra independência e coerência diante dos membros do MPF do Paraná. Ele fez um questionamento e voltou a ser taxativo. “Como eu iria ajudar se instaurei inquéritos? Ele não tem esse, nem nenhum outro conteúdo de conversas minhas, por um simples motivo, elas não existiram”.

“Se eu não estava investigando, porque iria receber atestado?”. Responde o promotor, quando questionado sobre o caso citado pelo hacker, onde Rochadel teria supostamente passado orientação para o não uso de um atestado médico, contra um dos membros da operação que precisava ser afastado.

Durante toda a entrevista, o membro do MPE-SE, não mostrou contradições e sugeriu um contato com o hacker para que ele comprove o que fala, garantindo mais uma vez a inexistência de provas. “Ele não terá mensagens por um motivo simples, elas não existem”.

A possibilidade de ação judicial contra Walter Delgatti, por ter teoricamente cometido crime contra sua honra, ao sustentar sua participação no suposto conluio da ‘República de Curitiba’ é rechaçada. “De jeito nenhum. Não entrarei com ação”, assegurou.

Concluindo as explicações sobre a abordagem de seu nome na entrevista, um resumo de sua atuação diante de denúncias contra os membros da Lava Jato. “Devo lhe dizer que recebi muitas representações. Todas que recebi com declarações de procuradores, contra autoridades ou instituições, eu instaurei reclamações disciplinares e pedi punição. Mas as que vieram com prova ilícita eu mandei arquivar”.

Sobre a teoria das provas ilícitas, o promotor explica de forma simples e direta, que só têm validade jurídica as provas obtidas com autorização da Justiça. “Quando não há autorização, não há validade jurídica, isso é passivo em decisões do STF”.

Opinando sobre a Lava Jato, Orlando Rochadel deixa uma ponderação. “Houve em alguns momentos, umas manifestações indevidas. Ataques a membros do Supremo e parlamentares de forma indevida”.

Se você que está lendo este texto sentir curiosidade, e fizer uma pesquisa sobre a atuação de Orlando Rochadel, quanto corregedor, diante dos membros da Lava Jato, vai encontrar diversas matérias em sites com alinhamento ao pensamento conservador

NOVOS PROJETOS NO MPE-SE PARA 2021

Com atuação reconhecida em favor da educação, Orlando Rochadel, como todo profissional não é unanimidade, mas, sem dúvidas, construiu história ao conseguir através de sua atuação na Promotoria de Educação, a realização de parcerias para construção de uma escola de ensino integral, que hoje está sob a administração da Prefeitura Municipal de Aracaju, no Bairro Santa Maria. Ele revela que para 2021 novos projetos estão sendo planejados e revelou, após muita insistência, o foco de cada um deles, que estarão mais uma vez sob a coordenação da Promotoria de Educação.

Esperança meu primeiro computador – Terá como foco a doação por empresas e pessoas físicas, de computadores novos ou usados, para alunos do ensino fundamental (1º ao 9º ano), que estejam matriculados em escolas públicas. Para selecionar os contemplados, será levado em conta o número de crianças que as famílias tenham matriculadas nas escolas públicas. A atuação será por bairro, a partir de um censo realizado nas unidades educacionais.

Censo do Ensino Infantil – Iniciando pelos bairros de Aracaju, o censo buscará trazer o retrato da quantidade de alunos de zero a cinco anos, matriculados nas creches e escolas públicas. Após os resultados, a intenção é direcionar entendimento com o poder público, para ações direcionadas a resolver o problema da demanda não atendida e as condições necessárias para a absorção no ensino público, das crianças não matriculadas.

 

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