Israel e Hamas chegaram a um acordo para libertação de reféns e cessar-fogo na Faixa de Gaza, segundo disse uma fonte à CNN. Entretanto, o gabinete israelense precisa aprová-lo por maioria simples.
O acordo será implementado em três fases, sendo que a primeira teria duração de 42 dias. Segundo o primeiro-ministro do Catar, ele terá início no dia 19 de janeiro.
Na primeira, seriam libertados 33 reféns mantidos pelo Hamas e seus aliados desde 7 de outubro de 2023. Em troca, Israel libertaria “muitas centenas” de prisioneiros palestinos. A Suprema Corte do país ouvirá petições de qualquer um que se oponha à libertação de prisioneiros palestinos.
Israel acredita que a maioria dos 33 reféns a serem libertados na primeira fase do acordo estão vivos.
Civis palestinos em Gaza poderão retornar livremente ao norte do território e deve haver fluxo maior de envio de ajuda humanitária, pontuou um oficial israelense à CNN anteriormente.
Ainda segundo as apurações sobre o que estava sendo negociado, os militares de Israel começariam a se retirar dos centros populacionais durante a primeira fase, mas permaneceriam ao longo da fronteira entre Gaza e o Egito, conhecida como Corredor Filadélfia, ainda segundo a fonte.
Israel também manteria uma “zona-tampão” dentro de Gaza ao longo de sua fronteira, cujo tamanho era um dos pontos de discordância nas conversas.
O acordo também aumentaria a quantidade de ajuda humanitária que entra no território palestino, de acordo com a Associated Press, que teve acesso a uma cópia do rascunho do acordo.




