CEO do Grupo VIDAM anuncia saída da presidência da ABIH-SE

“Incompatibilidade de visões sobre como atuar em defesa da hotelaria sergipana”. Este foi um dos motivos que fizeram com o que CEO do Grupo VIDAM, o professor José Wilson dos Santos, anunciasse no início da noite desta quarta-feira, 9, data em que foi comemorado o Dia do Hoteleiro, a renúncia do cargo de presidente da Associação Brasileira da Indústria de Hotéis em Sergipe (ABIH-SE). Ele continuará como gestor até o dia 30 de novembro, quando o novo presidente deverá assumir o comando da instituição.

CEO do Grupo VIDAM anuncia saída da presidência da ABIH-SE

O anúncio foi feito através de uma ‘Carta Aberta’, encaminhada à diretoria da ABIH-SE com 21 dias de antecedência, para que haja tempo para o cumprimento dos trâmites internos, como prestação de contas dos projetos em andamento, e os associados possam deliberar sobre os rumos da instituição.

Segundo o empresário, escrever a Carta Aberta dando ciência sobre a renúncia e os motivos para a decisão foi extremamente necessário, pois esta foi a maneira encontrada para retribuir a confiança e o respeito demonstrados pela sociedade sergipana, autoridades, trade turístico e associados da ABIH, que acreditaram no otimismo dele com o futuro do turismo em Sergipe.

“Assumi a presidência da ABIH-SE com o propósito de contribuir para o fortalecimento do conceito e do mercado da hotelaria, principalmente com o desenvolvimento do Turismo no estado, por entender que os hotéis são apenas meios facilitadores para fins específicos, entre eles, o Turismo de Negócios, Entretenimento, Natureza, Histórico e Religioso, entre outras modalidades”, afirma José Wilson dos Santos.

Visão precisa ser modificada

Defensor do conceito de turismo de luxo, que não significa ser caro, mas primar pela absoluta excelência no atendimento ao turista, o empresário acredita que esta visão ainda é pouco compreendida em Sergipe. Segundo ele, o turismo no estado ainda é predominantemente popular. Em decorrência disso, mesmo que um grande volume de pessoas venha para o destino, o resultado financeiro para os investidores sempre será baixo, compatíveis com negócios com baixo investimento.

“Será preciso que a iniciativa privada possa unir forças com o poder público para alavancar um novo conceito para o turismo de Sergipe. Do contrário, teremos sempre grandes volumes de pessoas e baixo resultado para os negócios, refletindo na saúde financeira das empresas e na arrecadação do poder público”, enfatiza.

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