O rádio sergipano conhece uma figura muito folclórica, trata-se do radialista Chico de França, também conhecido como Francelino de França, Negão da Arapuca e outros tratamentos carinhosos que os colegas sempre o dispensaram.
Chico de França é uma figura interessante, uma figura que sempre foi batalhadora, sempre vendendo as suas publicidades com a sua maletinha. E sempre foi vaidoso no trajar. Sempre gostou de roupas finas, elegância, malas.
Aí certa feita, ele viajou para transmitir um jogo no Maracanã, ele trabalhava na rádio Jornal. E, o diretor de esportes da rádio Jornal, radialista Augusto Júnior, sempre foi brincalhão. Certa feita, Augusto chamou Chico e entregou ao mesmo uma mala pesadíssima e pediu que Chico só viesse a abri-la no estádio na cidade do Rio de Janeiro.
Obediente, Chico nem perguntou o motivo. E mais, Augusto disse que ele não despachasse a mala no compartimento de bagagens do avião. Levasse em mãos, depois para o hotel e em sequência para o campo, onde o operador iria abrir essa maleta.
Só um detalhe, antigamente para se transmitir uma partida de futebol lá fora, nós levávamos uma maleta de transmissão com microfones e tudo mais. Hoje, graças à internet não precisa nada disso. Aí naquele dia, França viajou com duas maletas. Uma real e a outra que ele não sabia o que era.
Bom, viajando com aquela mala pesadíssima, obediente e disciplinado como sempre foi, França desembarcou na cidade maravilhosa no sábado e foi ao hotel. No domingo pegou um táxi e foi para o Maracanã com às duas maletas. Chegando lá, o operador contratado de uma emissora da cidade para a realização das ligações recebeu às duas maletas das mãos de França. Ato contínuo, o operador abriu a primeira que continha o material que viabilizava a transmissão da partida e depois questionou França sobre a outra maleta.
Ah! respondeu França. Foi o diretor da minha emissora, Augusto Júnior, que solicitou que eu entregasse ao senhor. Quando o operador abre, meus amigos, o que é que tina dentro da maleta?
Uma tremenda sacanagem preparada por Augusto Júnior, um paralelepípedo. Imagine os senhores a raiva que Chico de França ficou, a gozação que companheiros da imprensa do país inteiro. Era um jogo decisivo do campeonato brasileiro com a presença de profissionais diversos.
Foi uma gozação generalizada pra cima do famoso “Negão da Arapuca”.
Então, o dia que um paralelepípedo transformou-se em uma maleta de som. Esse é o nosso causo de hoje. Voltaremos no próximo domingo.








Uma resposta
Grande Chico de França, certamente haverão outros causos com essa figura…Abraco amigo. Parabéns pela iniciativa..