As convenções partidárias na capital que encerram nesta quarta-feira, 16, estão pré-anunciando como provavelmente as candidaturas deverão se apresentar aos aracajuanos através de peças publicitárias que circularão pelas redes sociais, e nos programas eleitorais gratuitos de rádio e TV.
O homem a ser batido, afinal, é quem está sentado na cadeira em disputa, será o atual prefeito Edvaldo Nogueira, que tentará sua reeleição pelo PDT, com o apoio do governador Belivaldo Chagas, e mais alguns aliados dos governos estadual e municipal.
É naturalmente a maior coligação de partidos em favor de uma candidatura, obviamente pela concentração das duas máquinas administrativas, que atraem apoiadores pelas razões todas, especialmente, a distribuição de espaços públicos com a nomeação de cargos comissionados indicados por aqueles que “aderirem” ao projeto dos dois palácios. Ninguém é menino para achar que a cor dos olhos de Edvaldo foi o que convenceu essa turma caminhar do seu lado, salvo pouquíssimas exceções.
O candidato do PDT não terá vida fácil sendo o alvo principal das demais candidaturas, e deve sofrer críticas de toda espécie dos seus adversários, que buscam chegar no lugar onde ele se encontra. O tema “saúde” será o principal eixo das estratégias publicitárias contrárias ao atual prefeito, ainda mais com a operação da polícia federal ocorrida no hospital de campanha, que investiga irregularidades na aplicação dos recursos federais para o controle e combate do coronavírus.
Do lado da candidatura governista, o candidato conta com o serviço de marketing de Carlos Cauê, que vem acumulando vitórias nas últimas campanhas em Sergipe, inclusive, o atual governador Belivaldo Chagas.
Aliás, é preciso reconhecer que na campanha passada o Cauê executou duas estratégias, com excelência, em tempo real. Separou rapidamente a imagem do ex-governador Jackson Barreto (extremamente desgastada) de Belivaldo, e deu ao sucessor, o Galeguinho, a marca de diferente e resolutivo. Não foi por menos que no dia seguinte após a posse, Sergipe recebeu a carga de informação afirmativa que com “Belivado seria diferente”, e que “chegou pra resolver”. Ponto. Não preciso detalhar, o resultado da eleição revelou a funcionalidade da estratégia de Cauê, tanto assim, que a população reelegeu o Galeguinho, e mandou Jackson pra casa. Não sei se ele contava com o resultado pífio do JB, mas, salvou o “projeto maior”, o governo do estado.
Agora em 2020, num ano bem atípico devido a pandemia do Covid19, tenho a impressão que o marketing elaborado em favor de Edvaldo já está bem definido, e deve apresentar peças publicitárias que tratarão de um gestor realizador, além de envolver o candidato num cenário de muita comoção, provocando o sentimento de amor, aproveitando a condição de muita reflexão exercida pela população nos seus lares ao lado da família, onde esse sentimento é a essência.
É o que posso imaginar, quando os candidatos Edvaldo Nogueira e Katarina Feitoza foram confirmados na chapa majoritária envolvidos na motivação de serem “Pela cidade, pela vida”.
Será preciso muita maturidade do eleitor, que deve fazer um filtro rigoroso entre a ficção e realidade, ainda que se emocione com os filmes bem elaborados por uma excelente equipe de marketing.
Na ficção você pode se envolver em algum instante, por algum motivo, e talvez sorrindo e, ou chorando, tomar a decisão que não seja a mais acertada. Portanto, se ligue: “nem tudo que reluz, é ouro”!
Por Ferreira Filho/Via Sintonia Notícias




