Apesar das prisões que já haviam acontecido e dos avanços nas investigações sobre a morte da dona de casa Urânia Guimarães Oliveira, de 43 anos, a polícia ainda não tinha resposta para qual teria sido a causa da morte dela.
Estão presos por suspeita de envolvimento no caso: Igor José dos Santos Santana, Adriane Ribeiro Cardoso, Robson Chagas Ramos e Luis Gustavo. Igor confessou o crime, mas disse que matou Urânia com duas pauladas na cabeça. Apesar do corpo ter sido liberado pelo Instituto Médico Legal (IML) no dia 22 de abril, outras análises precisaram ser feitas para que fosse constatado o que de fato teria provocado a morte de Urânia.
O Fan F1 teve acesso a informações exclusivas. De acordo com o que foi apurado, Urânia morreu por asfixia (Impossibilidade de respirar). Um fio elétrico teria sido usado para tirar a vida dela.
Igor teria mentido com relação à forma como matou Urânia, para que assim pudesse ser indiciado por um crime menos grave.
A Secretaria de Estado da Segurança Pública de Sergipe não informou novos detalhes sobre caso, mas que as investigações estão quase conluídas e que em breve tudo será esclarecido em uma entrevista coletiva.
Entenda o caso
Urânia Guimarães Oliveira, de 43 anos, estava desparecida desde o dia 13 de fevereiro, sábado de Carnaval. Ela morava no município de São Cristóvão, mas o corpo foi encontrado no dia 15 de abril, enterrado em um terreno no Povoado Jatobá, localizado no município da Barra dos Coqueiros.
Quatro pessoas estão presas suspeitas de participação na morte de Urânia.
Possíveis Motivações
De acordo com a delegada Thereza Simony, que conduz as investigações sobre o caso, Igor tinha um envolvimento amoroso com Urânia e convidou ela para ir à casa onde ele estava no sábado de Carnaval, no Povoado Jatobá.
“Urânia foi ao encontro dele e depois disto não foi mais vista. Em depoimento, ele conta que ela recebeu uma ligação, isso deixou ele com ciúmes e ele terminou matando ela com duas pauladas na cabeça”, detalhou a delegada.
As investigações tiveram início a partir de uma denúncia anônima que apontou o desaparecimento de Urânia e que ela estaria morta por ter feito uma denúncia de maus tratos a uma criança, ao Conselho Tutelar do município de São Cristóvão.
Com o andamento das investigações surgiram outros dois suspeitos de participação na morte de Urânia: Robson Chagas e Adriane Ribeiro, vizinha e amiga de Urânia.
Em depoimento, Adriane contou que desconfiava que Urânia havia denunciado ao Conselho Tutelar a maneira como ela tratava o filho, já que Urânia sempre repreendia Adriane pela conduta que adotava com o filho.
Existem hoje duas possíveis motivações que provocaram o crime: traição e a denúncia feita ao Conselho Tutelar.
A delegada ressaltou que as denúncias ao Conselho são anônimas e que precisam ser feitas para impedir que crianças e adolescentes sejam vítimas de descuido e violência.
Quem era Urânia?
Dona de casa e mãe de quatro filhos, Urânia Guimarães Oliveira era evangélica e morava nos fundos da casa da mãe dela no bairro Jardim Petrolar, no município baiano de Alagoinhas.
Uma de suas filhas morava com a avó, mãe de Urânia, e a outra com a família do pai. Urânia morava com os outros dois filhos e o marido.
Segundo uma cunhada de Urânia, que se identificou como Ingrid, Urânia havia saído de casa sete meses antes de morrer, depois de brigas com o marido e de ter sido ameaçada por ele.




