O périplo da esposa de um dos supostos líderes do Comando Vermelho no Amazonas em eventos organizados pelo governo federal e gabinetes de Brasília expôs uma estratégia do crime organizado de se infiltrar nos movimentos sociais ligados à causa carcerária para defender demandas políticas de facções como Primeiro Comando da Capital (PCC) e Comando Vermelho (CV).

Segundo estudiosos, especialistas e ativistas de direitos humanos ouvidos pela CNN, o crime organizado se profissionalizou nas últimas décadas e passou a atuar em duas frentes: diretamente na política, patrocinando candidaturas, e nos movimentos sociais defensores dos direitos da população carcerária.
Na passagem por Brasília, Luciane Farias, mulher do traficante Clemilson dos Santos, conhecido como “Tio Patinhas”, preso em 2022, estava credenciada como presidente da Associação Instituto Liberdade do Amazonas (ILA), uma organização não-governamental que atua no movimento do estado.




