O jornalismo brasileiro, de tantas e gloriosas tradições, de tantos nomes respeitáveis e respeitados aqui e fora do país, passou por um vexame inigualável durante a semana que se finda.
Nunca a tv, ou mesmo o rádio brasileiro, presenciaram vexames tão grandes quanto os cometidos pelo sr. William Bonner, o todo poderoso diretor de jornalismo e apresentador do Jornal Nacional da Rede Globo, protagonizou durante a semana. Vale salientar que os vexames e as vergonhas proporcionadas pelo diretor Bonner, foram seguidas pela sua companheira de bancada, Renata Vasconcelos.
O comentário aqui não configura apologia ou defesa de Lula ou Bolsonaro. O que aqui colocamos trata-se de uma análise fria, imparcial e respeito à ética jornalística. O jornalismo deve ser imparcial, noticiar sem julgar, informar sem distorcer, e colocar o telespectador, o ouvinte, ou o leitor, a par do que está acontecendo. Nada disso nós presenciamos durante a semana nas entrevistas realizadas pelo Jornal Nacional com os presidenciáveis.
Muito já foi falado, comentado, e discutido em todas as rodas políticas ou não, sobre o que aconteceu com as entrevistas realizadas por Bonner e Renata.
PRIMEIRO TIRO SAIU PELA CULATRA

A primeira armação da Globo contra Bolsonaro ( salientamos mais uma vez que não se trata de defender candidato A ou B), aconteceu no convite para as entrevistas. Em outras eleições, os presidentes eram entrevistados no Palácio da Alvorada. Aconteceu assim com Lula e com Dilma. Agora, a exigência foi para que todos os candidatos fossem entrevistados nos estúdios da emissora. Está na cara que eles apostavam que pavio curto como é, Bolsonaro não aceitaria essa condição. A princípio, o presidente chegou a declarar que não iria, para satisfação Global, que certamente colocaria uma cadeira vazia no lugar do entrevistado. Só que o homem foi.
TRIBUNAL DE INQUISIÇÃO

Chegado o momento da entrevista com Bolsonaro na última segunda-feira, o que se viu foi um verdadeiro tribunal de inquisição. Logo na primeira pergunta, o Bonner que durante todo o programa sorria de forma irônica e sarcástica, foi tentando emparedar o presidente, só que recebeu logo uma resposta à altura sendo chamado de mentiroso e jornalista fake news. Não satisfeito, o todo poderoso global continuou tentando provocar o entrevistado, sabedor que é do seu pavio curto, só que literalmente quebrou a cara, porque Bolsonaro manteve-se sereno e respondendo às perguntas.
Quando era a vez da Renata Vasconcelos perguntar, a moça era praticamente o seu chefe de saia. A diferença era que enquanto Bonner o tempo todo apresentava um sorriso cínico e debochado, ela espumava de raiva ao ponto de mentir quando afirmou que a Globo dizia durante a pandemia “fique em casa de puder”, o que foi logo depois desmentido pelas redes sociais com gravações do período.
A tática utilizada pelos dois apresentadores foi tão vil e maquiavélica que de todos os entrevistados da semana, Bolsonaro foi o que menos tempo teve para falar. Os dois apresentadores de forma sorrateira e baixa usaram da tática de perguntar comentando o que tomava um bom tempo dos 40 minutos estabelecidos para a “entrevista”. Na realidade não foi uma entrevista. Foi uma tentativa nojenta, imunda e desrespeitosa de tratar um entrevistado independentemente de intere$$es contrariados ou não.
MINUTO FINAL

Apenas no minuto final concedido ao entrevistado, Bolsonaro teve rápida oportunidade de apresentar o que realizou no seu governo. Falou da transposição do São Francisco que estava a 12 anos parada e no seu governo várias etapas já foram inauguradas. Conseguiu rapidamente falar no Auxílio Brasil que aumentou o antigo Bolsa Família de 190 reais para 600 reais. Falou na isenção de 90 por cento do FIES que beneficia mais de 1 milhão de estudantes, e alguns pontos mais.
FALTOU O NOCAUTE

Mesmo saindo-se muito bem no massacre que foi montado contra ele, faltou ao presidente tranquilidade suficiente para ao concluir afirmar mais ou menos assim. ” Bonner. Lamento que não tive tempo para falar nos milhares de quilômetros que asfaltei em rodovias que estavam abandonadas. Lamento que não tive tempo para explicar como administrando um país que passou quase dois anos em pandemia, depois uma crise de gripe, e a seguir a guerra da Rússia e Ucrânia consegui manter a economia estável, ser o segundo país a começar a vacina em 200 milhões de pessoas. E por fim Bonner, lamento que você e Renata não valorizaram o aumento que dei ao antigo Bolsa Família de 190 para 600 reais. Aliás sei porque vocês não valorizaram. Vocês nem sabem o que significa 600 reais no bolso dos menos favorecidos. Vocês são milionários graças aos 12 bilhões que a Globo recebeu durante 12 anos no governo do PT e isso eu cortei, o que fez com que os salários de vocês fossem reduzidos à metade. Tá ok”?
ENTREVISTA PATÉTICA COM LULA

Volto a esclarecer que comento aqui o que vi e o que ouvi sobre a diferença de comportamento das entrevistas com Lula e a inquisição de Bolsonaro protagonizadas por Bonner e Renata.
Só para ficar em um ítem, a abertura do ex-marido de Fátima Bernardes foi ridícula. Ele afirmou que o ex-presidente não deve nada a justiça porque foi inocentado. É uma tremenda mentira. Lula não foi inocentado de nada. Ele foi condenado em três instâncias. Mas isso é um outro problema que não irei entrar em detalhes por aqui,
Lamento profundamente a vergonha que o jornalismo brasileiro passou durante a semana que finda. Vamos que Vamos.
Carlos Batalha
Jornalista e Radialista
Jornalista e Radialista
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