UMA VIAGEM VITORIOSA
Olá amigos e amigas, leitores e leitoras da Folha de Sergipe.
Mais um “CASOS E CAUSOS” aqui na folhadesergipe.com, encontro que já se tornou mania todos os domingos.

Procuramos fazer uma regressão na nossa memória, revivendo episódios que participamos ou tomamos conhecimento, envolvendo o nosso cotidiano quer seja na política, no esporte, no mundo artístico etc.
Como estamos na semana da abertura dos Jogos Olímpicos de Tóquio onde teremos uma representante sergipana, Duda Lisboa, melhor atleta de vôlei de praia do mundo, vamos relembrar de alguns CAUSOS ocorridos no Mundial de Vôlei de Praia do Desporto Escolar, evento ocorrido na Manfredônia (Itália), 2013, onde a nossa representante sagrou-se campeã.
COMITIVA SERGIPANA

Quando da realização do mundial, recebemos juntamente com o então prefeito de Aracaju João Alves Filho, os ex-secretários de turismo Walker Carvalho e esporte Carlos Eloy, além do vereador Manoel Marcos, convites da parte de Antônio Hora Filho, então vice-presidente da Confederação Brasileira de Desporto Escolar, para que fizéssemos parte da delegação. Convites aceitos. O ex-prefeito João Alves Filho foi inclusive o presidente de honra da delegação brasileira.
Durante o evento da Itália, apresentamos a nossa candidatura para sediarmos o mundial seguinte, quando levamos um bonito e vasto material (aúdio-visual) em inglês e espanhol, excelente material produzido pela agência Intermarketing, de propriedade do querido casal Luiz Sérgio e Sacuntala Guimarães. Após uma acirrada disputa contra Chile e Israel, ganhamos a primazia de sediarmos o mundial seguinte, 2015, evento que ocorreu com tremendo sucesso na Orla de Atalaia.

O VEREADOR NÃO SABIA NADA DA VIAGEM, NEM PARA ONDE ESTAVA INDO.
O vereador Manoel Marcos é uma pessoa queridíssima, carismática, simpático, além de excelente profissional.
O vereador e médico, possui uma característica interessante. Ele é um tanto quanto desligado.
Acreditem que Manoel Marcos foi avisado da viagem praticamente às vésperas. Não conversou com ninguém e disse a Antônio Hora que o encontraria na hora marcada no aeroporto, e assim foi feito. Vejam o desligamento do amigo.
Viajamos pela manhã para Salvador. Passamos o dia na capital baiana e à noite embarcamos para Lisboa onde passamos três dias. A nossa viagem foi maravilhosa. Muitos papos, gargalhadas, casos, causos. Eu, Hora, Eloy, Walker, e o próprio Manoel aproveitamos bem. João Alves só iria nos encontrar alguns dias depois em Bari, já no sul da Itália.

Pois bem. Depois de Lisboa seguimos para Roma, onde também passamos três dias. No dia seguinte viajaríamos em moderníssimo trem para Bari, viagem de aproximadamente 4 horas, e de lá seguiríamos de carro ( mais ou menos 2 horas) para Manfredônia, nosso destino final.
Acreditem os senhores, que estando na ultima noite em Roma, portanto já com seis dias de viagem, Walker Carvalho pergunta. Vereador vamos sair para a estação de trem às 6hs da manha já separou seu ticket?
Qual não foi nossa surpresa, quando o simpático vereador pergunta. Ticket pra que? Vamos pra onde de trem? Espanto geral.
O pior ainda viria. Manoel Marcos fala em alto e bom tom. Aliás, nós vamos pra onde mesmo? Não sei o que estou fazendo aqui nem para onde vou. Só recebi o recado que estava sendo convidado para viajar, falei com Etelvina ( secretária super eficiente de João Alves) e ela me informou que dia tal, hora tal seria meu voo, e as passagens estariam com Antônio Hora. kkkkkkk

PEGA LADRÃO
No nosso retorno da Manfredônia, quando da escala em Roma, ocorreu um fato muito engraçado.
Estávamos todos juntos, eu, Hora, Walker, Eloy, Manoel Marcos e João Alves, quando terminamos atrasando no check-in. De repente última chamada para embarque, em voo que nos levaria até Lisboa e de lá para Salvador.
Aeroporto imenso, e estávamos perdidos. Começamos a correr de um lado para outro em busca do portão de embarque. À frente corria João Alves (o negão tinha preparo). Depois Hora, eu e Eloy. Se arrastando. com o joelho podre vinha mais atrás Walker Carvalho, e por último, na maior tranquilidade do mundo, olhando pra cima, vinha caminhando tranquilamente Manoel Marcos. Foi aí que começamos a gritar. “vamos vereador senão perderemos o voo”. Com a maior tranquilidade do mundo ele responde. ” vou correr nada. estamos na Europa. Aqui só tem galego. Um negão como eu correndo aqui no aeroporto, os carabineiros (polícia italiana) irão gritar. Pega que é ladrão”. Paramos de correr, caímos em gargalhadas, e os demais frequentadores do aeroporto nos olhando sem entender nada.

MANOEL MARCOS E OS RELÓGIOS
Manoel Marcos é consumista.
Durante a nossa viagem, em cada local que chegávamos, o vereador só pensava em comprar regalos (brindes), para trazer como lembranças para Aracaju.
O nosso vereador saía todos os dias e comprava camisas com paisagens, cartões postais, canetas, chaveiros e principalmente relógios. Passando por Lisboa, Vaticano, Roma, Bari, Capri etcl, ia ele às compras. Foi em Nápoli que MM se esbaldou. Enquanto o restante do grupo estava tomando uma geladinha no restaurante pertencente a Maradona, lá estava ele fazendo compras. De repente. com o andar arrastado, o nosso grande amigo chega com uma sacola de relógios e entusiasmado começa a dizer quanto custou cada um. Esse custou X. Esse custou Y. Todos calados. De repente, gozador como sempre, Carlos Eloy espalha todos sobre uma mesa e começa a falar. Vereador. Esse aqui custa 30 reais no calçadão da João Pessoa. Esse custa 25. Esse é melhorzinho, custa 30, e esse, esse, custa 10 reais. Gargalhada geral, e o nosso amigo sai com uma preciosidade. “Pode ser. Mais nenhum desses é vendido com as etiquetas das lojas de Nápoli” e abrindo outra sacola mostra. “Outra coisa. Vou entregar cada um deles com uma sacolinha com a imagem de Nápoli. Aí não vende no calcadão da João Pessoa”.

Carlos Batalha
Jornalista e Radialista
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