CARLOS BATALHA: REINALDO MOURA E O SERGIPE: UM GRANDE CASO DE AMOR!

REINALDO MOURA E O SERGIPE: UM GRANDE CASO DE AMOR
O futebol é a grande paixão do brasileiro.
De norte a sul ou de leste a oeste do nosso país, milhões e milhões de torcedores vivem semanalmente as emoções de uma partida de futebol, torcendo pelo time do coração, e vibrando com as suas cores favoritas.
Charles Miller trouxe o futebol da Inglaterra para o Brasil.
Em um país de 230 milhões de habitantes é difícil encontrar quem não fale pelo menos um pouquinho do esporte que chegou ao nosso país em 1894 trazido por um filho de inglês chamado Charles Miller que aqui desembarcou trazendo em sua bagagem uma bola de couro feita à mão, e a partir daí passou a frequentar a escola levando a preciosa novidade, sendo que pais de outros colegas seus passaram a importar tão preciosa novidade, até que 4 anos depois surgia o primeiro clube formado para a prática do futebol, a Associação Atlética Mackenzie College, em 1898.
De lá pra cá só houve o crescimento deste esporte ao ponto de até mesmo quem não torce fervorosamente por ele, nos grandes eventos a exemplo das Copas do Mundo, tira algumas horas do dia a dia para apreciar as partidas do Brasil, único país a ser penta campeão mundial.
A primeira bola de futebol que chegou ao Brasil em 1894.
FUTEBOL EM SERGIPE
Aqui em Sergipe o futebol surgiu no início do século 20, tendo o Club Sportivo Sergipe seu maior ganhador de títulos, sido fundado em 17 de outubro de 1909. Ao longo dos anos o clube vermelho e branco também conhecido como o Mais Querido, foi ganhando um número cada vez maior de adeptos, formando patrimônio, acumulando conquistas, e sendo admirado e amado pelos torcedores do estado.
Ao longo dos anos, grandes abnegados trabalharam e deram muito ao vermelhinho, mas daqui deste artigo quero destacar um em especial.
Estou me referindo a Reinaldo Moura Ferreira, radialista e apresentador de tv, ex-vereador, ex-deputado, ex-presidente da Assembleia Legislativa, e x-conselheiro do Tribunal de Contas de Sergipe, de onde foi também seu presidente.
UM APAIXONADO
Resido em Aracaju desde meados da década de 70. Já conheci e convivi com dezenas de apaixonados ex-dirigentes e torcedores rubros, mas nenhum tão apaixonado pelo Sergipe quanto o Rei. Estou me referindo às últimas quatro décadas. Repito que não citarei nomes para não cometer injustiças, mas sei que muitos contribuíram com o time rubro, inclusive com o crescimento do seu patrimônio.
Reinaldo Moura na Rádio Cultura, década de 70.
UM RADIALISTA TORCEDOR
Quando cheguei para residir em Aracaju fui trabalhar com Reinaldo Moura na Rádio Cultura de Sergipe. Lá na emissora católica, o Rei como é carinhosamente chamado, escancarava na sua paixão. O Sergipe vivia grande fase, bi campeão sergipano de forma invicta, sob a presidência de Aerton Silva. De segunda a sexta, principalmente às vésperas ou após as partidas do Mais Querido, só se falava no CSS. Eram promoções de ingressos, sorteios, entrega de brindes, tudo para promover o jogo que estava por vir, ou comemorar a vitória que tinha acontecido no dia anterior.
PAIXÃO ANOS A FIO
Sergipe, campeão de 2016
Após esse período, Reinaldo Moura enveredou pela política como já dissemos acima, e muito diferente do que alguém poderia pensar, a paixão aumentou, e o prestígio alcançado com os mandatos, fazia com que o radialista/vereador/deputado, ajudasse mais ainda o seu clube de coração. Vários presidentes assumiram a direção do clube, uns trabalhando e conquistando mais, outros menos, mas todos contando com a abnegação e ajuda valiosa do grande torcedor.
Não irei aqui nominar as ações que Reinaldo já fez em favor do Sergipe, culminando com a grande conquista do título de campeão sergipano sob a sua presidência, no ano de 2016, depois de amargar um jejum de dez anos.
AINDA HOJE
Agora em 2021, e também em 2020, períodos de pandemia, gostaria de deixar daqui uma pergunta. O que seria do Club Sortivo Sergipe se não fosse Reinaldo Moura? Isso mesmo. Mesmo na atual gestão jovem de Ernan Sena, que realiza um trabalho elogiável sob todos os aspectos, lutando contra muitas adversidades, o Rei foi e tem tem sido um esteio nos bastidores. Não contando com arrecadações de estádios, passando por dificuldades em conseguir patrocínios, Reinaldo tem batido às portas da iniciativa privada, poderes públicos, e até de pessoas físicas no sentido de conseguir auxílio. Claro que outros ajudam. No entanto a proporção do homem do bigode é muito maior.
O ex-presidente Castelo Branco já perguntava. O que seriam dos cemitérios se não fossem os insubstituíveis?
Metáfora à parte, aqui pergunto.
O que seria do Club Sportivo Sergipe se não fosse Reinaldo Moura?
Até a próxima.
Carlos Batalha
Jornalista e Radialista
https://folhadesergipe.com/

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