CARLOS BATALHA: “PRIVATIZAÇÕES – UM MAL NECESSÁRIO”!

PRIVATIZAÇÕES: UM MAL NECESSÁRIO
Nenhum servidor de estatal fica satisfeito ao ouvir falar em privatização. A palavra em si já assusta.
Milhares e milhares de servidores de estatais no Brasil tremem nas bases quando ouvem falar em privatizar as empresas em que trabalham.
Para esses trabalhadores, a palavra privatizar significa desempregar, perder benefícios, planos de saúde, e principalmente, estabilidade, e essas perdas não interessam obviamente. Acontece, que ao mesmo tempo em que não desejam privatizações, muitos desses trabalhadores não colaboram para o desenvolvimento e crescimento das empresas em que trabalham. Claro que toda regra tem exceção.
 Ao longo dos anos, o Brasil que já possuiu cerca de 300 estatais, amargou prejuízos e rombos de bilhões de dólares na grande maioria delas.
Prejuízos, roubos, má utilização do dinheiro público, ou simplesmente má gestão, foram fatores decisivos para de 1990 para cá, centenas dessas empresas fossem privatizadas. Só na década de noventa, 119 foram negociadas. gerando um lucro para o país, de US$ 70,3 bilhões de dólares, sendo que 22 bilhões foram arrecadados com a privatização da Telebras.
CORREIOS
Na tarde noite desta quinta-feira, a Câmara dos Deputados aprovou por 284 votos a favor e 173 contra, a privatização dos Correios.
Funcionando desde a época do Brasil Colônia, foi há 52 anos que a empresa transformou-se em estatal federal.
Durante todo o seu período de existência, os Correios sempre prestaram externamente grandes serviços à população brasileira. Quem não já esperou ansiosamente à sua porta a chegada do carteiro. Esses profissionais inclusive se transformavam em amigo no bairro em que trabalhavam, eram tratados pelos respectivos nomes, e muitos lhes ofereciam uma cadeira para descanso, um suco, uma água, etc.
A importância do carteiro era tão grande, que esse profissional chegou até a ser homenageado em composições.
Cartas amorosas, de reconciliações, de transações comerciais, encomendas através de malotes e outros mais, nos chegavam às mãos através dos Correios. Em épocas passadas, apenas os Correios prestavam esses tipos de serviços. Depois, surgiram concorrentes.
Se antes, externamente os Correios prestavam grandes serviços, de uns tempos para cá, mas especificamente nos últimos 10 ou 15 anos, a situação mudou.
Greves, paralisações, movimentos de protestos etc, fizeram com que a qualidade no atendimento caísse gradualmente, enquanto internamente a empresa se deteriorava, fruto de todos os desmandos que aqui já colocamos.
Foi exatamente pensando em todos esses problemas, que o deputado do (Republicanos -MA), Gil Cutrim elaborou o projeto de lei do fim do monopólio, aprovado ontem.
O projeto tem algumas preocupações com os 98 mil servidores da estatal que deverá ser leiloada até o início do próximo ano, quando garante estabilidade aos servidores por 18 meses, e plano de saúde por 12 meses.
EXEMPLOS POSITIVOS EM SERGIPE
Todas as privatizações realizadas até hoje, tem se mostrado de forma positiva.
Aqui em Sergipe temos dois grandes exemplos positivos de privatizações.
Quem não se lembra dos transtornos miseráveis que passávamos com a ENERGIPE E A TELERGIPE.
Era sufoco.
A antiga ENERGIPE nos deixava sem energia um dia sim, o outro também. Os serviços eram de péssima qualidade. O atendimento demorava horas para acontecer quando da falta de energia, cidades inteiras ficavam sem a tão necessária iluminação, e pequenos povoados não recebiam o milagre da luz, simplesmente porque a empresa não se interessava.
Hoje o serviço é outro. Relembrem
E a TELERGIPE?
Outro sofrimento.
Primeiro, uma linha telefônica custava uma fortuna. Possuir uma linha, significava patrimônio que entrava até em partilha de separação de casais ou mesmo em caso de herança.
Adquirir esta mesma linha significava ficar em uma fila por dois, três anos, e pagando mensalmente uma fortuna.
E para conseguir um sinal? Uma guerra. Tirava-se o aparelho do gancho, e de instante a instante o levava ao ouvido. kkkk
Os mais novos não sabem o que era sofrer com esses dois tipos de serviços. Às vezes se morria porque faltava energia nos hospitais, e às vezes se perdia um negócio importante ou uma viagem por exemplo, porque não conseguia se comunicar através de um simples telefonema.
Vejam e comparem o que afirmamos.

Carlos Batalha
Jornalista e Radialista
https://folhadesergipe.com/

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