CARLOS BATALHA: “CASOS E CAUSOS DO ESPORTE”!

Olá meus amigos e minhas amigas, bom domingo para vocês.
Vivenciando uma semana muito agitada na área esportiva com o anúncio da Copa América aqui no Brasil o que provocou revolta geral no setor oposicionista ao governo federal, vamos focar nossa coluna de hoje exatamente neste campo.
Estamos acompanhando diversas opiniões sobre a polêmica da Copa América aqui no país, onde por interesses contrariados não só neste episódio como nos últimos dois anos, uma emissora de tv quer conduzir às coisas ao seu bel prazer, subjugando a inteligência das pessoas, e atropelando a tudo e a todos.
Indo de encontro a ética e à boa prática do jornalismo, notícias são distorcidas, factoides são publicados, casos do seu interesse são explorados à exaustão, como se os seus telespectadores fossem um boiada tocada para um lado e para o outro.
CASEMIRO RIDÍCULO
Infelizmente a juventude de hoje não conheceu nem viu a não ser por reprises de tv, jogadores que dignificaram e honraram o futebol brasileiro perante o mundo, com jogadas magníficas de genialidade, encantando as plateias por onde se apresentassem. Pelé, Garrincha, Zico, Falcão, Zico, Sócrates, Rivelino, Ronaldo, Romário, Rivaldo, para ficarmos só nesses são algumas das referências.
Todos esses gênios, quer seja na seleção ou nos respectivos clubes, eram comandados pelos capitãs ou eles mesmo assumiam essa função.
Carlos Alberto Torres, Sócrates, Rivelino, Rivaldo, Zico e ainda Cafú, Raí e Dunga, fizeram parte desta privilegiada seleção.
Hoje, termos que aturar um Casemiro da vida é de doer. Liderar boicote a uma competição internacional e ainda mais contando com o apoio do entregador de camisas,Tite, é algo triste e decepcionante para um futebol que já foi o melhor do mundo.
AZUL É A COR DO MANTO DE NOSSA SENHORA
Quem pronunciou a frase acima foi o Dr. Hilton Gosling, médico da seleção brasileira de futebol nas Copas do Mundo de 1
1958 e 1962, quando conquistamos os dois primeiros títulos mundiais.
Chega o dia do jogo decisivo contra a Suécia, donos da casa. Todos sabem que a cor tradicional usada nas camisas da nossa seleção é a amarelinha mais famosa do mundo. Pois bem. A Suécia também tinha o amarelo como a cor principal do seu uniforme e como dona da casa tinha o direito de fazer uso da cor.
Nos restava entrar em campo com o segundo jogo de camisa na cor branca. Ocorre que os jogadores disseram que aquela cor não dava sorte.
Todos sabemos o quanto somos supersticiosos. Véspera da partida,  permanece o impasse, quando chega Dr. Gosling e diz. Vamos usar o azul que é a cor do manto de Nossa Senhora, padroeira do Brasil, e ela não irá nos abandonar agora. Aplausos e aprovação.
A diretoria corre ao comércio sueco e consegue comprar um jogo de camisa na cor azul. Aí, vejam bem o amadorismo da época e o amor pela profissão.
Como os números eram costurados nas costas das camisas, e como não havia costureira na delegação, cada atleta foi orientado a arrancar os números das camisas brancas e costurar nas azuis. Até hoje existem fotos de Pelé, Garrincha e companhia costurando suas camisas. Observem nas fotos como estão mal pregados e alguns tortos.
Imaginem hoje se um Neymar da vida iria aceitar essa missão. Nunca.
Gilmar, Djalma Santos,Beline, Orlando e Nilton Santos. Zito e Didi. Garrinchs, Vavá, Pelé e Zagalo, a imortal seleção de 1958.
ABRAÇOS EM SEU KING
Na Copa do Mundo de 1958 a seleção brasileira possuía um simpático massagista que trabalhou por várias outras copas.
Mário Américo era um crioulo parrudo, alegre, comunicativo e querido por todos. Ele era massagista dos bons (foi um dos responsáveis pela ida de Pelé à Suécia, porque o garoto promissor com apenas 17 anos estava machucado e Mário disse que até a terceira partida ele estaria curado, e foi o que aconteceu).
Pois bem. Mário também era roupeiro, conselheiro, e amigo dos jogadores com total liberdade nas concentrações.
Final da Copa. Brasil campeão após 5 x 2 em cima da França. Time perfilado para o recebimento de medalhas e da Taça Jules Rimet das mãos do Rei Gustavo, o mais alto monarca sueco, eis que chega Mário Américo, corta a fila, e tome abraços no rei aos gritos de “seu King, sou campeão, seu Kink sou campeão,” diante de gargalhadas.
Para quem não sabe, KING, é a tradução de REI em inglês. kkkkk
Mário Américo. Massagista da seleção brasileira em seis Copas do Mundo. 1950/1974
Carlos Batalha
Jornalista e Radialista
https://folhadesergipe.com/

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