Desde o final de novembro do ano que passou, os leitores da @folhadesergipe.com, já se acostumaram com este gostoso encontro aos domingos pela manhã quando daqui contamos vários CASOS E CAUSOS da vida pública de João Alves Filho.
Diante do sucesso da coluna, vários amigos tem nos perguntado se não temos também Casos e Causos da politica de uma maneira geral, do esporte, da música e do cotidiano.
Respondemos a quem nos questiona, que doravante iremos diversificar nossas postagens aqui na Folha de Sergipe, e ressaltamos que nada é obra de ficção, e cada Caso ou Causo transcorreram conforme o relatado.
O IMPLANTE DE VALADARES

O ex-senador e ex-governador Antônio Carlos Valadares era candidato ao governo do estado em 1986.
Saindo da condição de vice-governador de João Alves, o moço de Simão Dias, que sempre soube trabalhar muito bem nos bastidores, conseguiu a indicação do seu nome para tentar substituir o negão.
Eleição muito concorrida e disputada contra José Carlos Teixeira, aquele seria o primeiro pleito a contar com pronunciamentos de candidatos, e exibições de comícios em horários eleitorais de rádio e tv. Para isso seria preciso um cuidado todo especial. Os candidatos que quisessem adquirir a simpatia dos eleitores deveriam se apresentar visualmente bem. Emagrecer, dentes perfeitos, rostos bem cuidados, além de cabelos alinhados, seriam alguns requisitos exigidos. Opa. Aí já surgia um grande empecilho para o Vavazão.
Com cabelos totalmente ralos, quase careca, foi ele aconselhado a fazer um implante urgente.
Saindo daqui sem ninguém saber, o candidato passou 15 dias fora do estado e voltou com milhares de fios nascendo na reluzente careca. Surpresa geral, e grande expectativa para a presença dele em público, quando finalmente o grande dia chegou.
Comício no Siqueira Campos com a presença do cantor Jerry Adriani no palco, e um grande público presente, quando São Pedro resolveu perturbar, deixando cair uma chuva de grandes proporções.

Diante das fortes chuvas um incidente aconteceu, o que provocou muitos risos e comentários em quem presenciou.
Em meio aos discursos, com o palco super lotado com as pessoas tentando se proteger, alguém cuidava dos novos e vistosos cabelos de Valadares, segurando um grande guarda-chuvas. De repente começa um empurra-empurra, um pedaço da lona não suportando o peso da água se rompe, e uma grande cachoeira cai exatamente onde estava o candidato. A pessoa que lhe protegia toma susto, puxa o guarda-chuvas e uma tremenda cachoeira ensopa o Vavá, fazendo com que os novos cabelos ficassem boiando kkkkk.
Após esse incidente, Valadares some por vários dias, e segundo às más línguas, foi fazer outra cirurgia, visto que os fios implantados de tanta água que receberam acabaram encharcados e morrendo.
CONVENÇÃO; CONSTÂNCIO,CHARLES, CONSTÂNCIO, CHARLES

Ano de 1986, eleições para o governo do estado.
Valadares era o candidato apoiado pelo governador João Alves, e o prefeito Jackson Barreto.
JB coordenava a campanha e era responsável pelas ações externas, as chamadas ações de rua.
Chega a semana das convenções, e recebo a orientação do PFL para montar toda a estrutura no Ginásio Constâncio Vieira.
Evento marcado para uma segunda-feira, e começo a trabalhar com a equipe na quarta-feira anterior, tratando de montar decoração, estrutura de palco, etc.
No sábado à tarde, com o trabalho bem adiantado, sou chamado ao Constâncio pelo prefeito Jackson que me diz.”Batalha vamos desmontar aqui e levar tudo para o Charles Moritz” continuando, ele afirma. “Aqui é muito grande, não vamos conseguir lotar o ginásio, e os nossos adversários poderão filmar e mostrar na tv que o evento foi um fiasco”. E fomos lá.
Toda estrutura desmontada no Constâncio, e tudo transportado a toque de caixa e repique de sino para o Charles. A equipe trabalhou a noite toda, e domingo, próximo ao meio dia recebo outro chamado de JB. Quando penso que irei receber elogios, eis que ele diz com aquela voz rouca” Batalha, está tudo bonito mas vamos voltar para o Constâncio”. E o pior. Ele afirma. “nem muito nem tão pouco. Aqui é pequeno, mas o Constâncio é grande demais. Vamos dividir o ginásio ao meio, mas cobrindo o fundo para não aparecer o vazio”.
Coloco a cabeça para pensar e afirmo. “Jackson, tenho uma ideia, mas não temos lojas abertas. Vamos dividir o ginásio ao meio com madeirite de uma ponta a outra, e os espaços vazios vamos cobrir com tiras de lona com os nomes dos 75 municípios, tipo onde a parte mais alta possamos colocar por exemplo Canindé de São Francisco, e a mais baixa tipo Geru”.
Jackson vibrou e afirmou “vou mandar abrir algumas lojas agora”. Lembrando. Era dia de domingo. Por volta das 18hs, todo o material necessário já estava na porta do Constâncio, e outra noite virada de trabalho.

Segunda 18hs, tudo pronto, os primeiros convidados começam a chegar, e estando a contemplar o local depois do grande esforço, e tendo ao lado o amigo Acival Gomes, então deputado federal, que faz elogios ao ambiente, chega JB que pergunta.”que tal Acival, gostou da decoração?” O deputado responde com outra pergunta..”muito bonito, de quem foi a ideia?”. Jackson olha para mim, aperta meu braço, e responde.”claro que foi minha. ou você não sabia que fiz curso de decorador”? e sai às gargalhadas.
Detalhe. Jackson errou na previsão de um público pequeno, e 30 minutos depois de abertos os portões, o tapume que dividia o ginásio teve que ser derrubado porque o público superlotava o ambiente.
COMÍCIO NO SANTOS DUMONT

Inauguração de um centro social no bairro Santos Dumont.
João Alves governador, Jackson Barreto prefeito.
Sexta-feira, comício programado para às 20hs.
Por volta das 13hs, sou chamado ao Palácio Olímpio Campos, onde ocorre uma solenidade. Ao me avistar no salão nobre, JB me chama até o local de autoridades, e sussurrando me pergunta porque mandei montar o palco na praça, “escondido do povo”. Tento argumentar que não havia outro local, visto que o bairro todo estava em obras realizadas por ele mesmo enquanto prefeito.
Ao lado, o amigo Benedito Figueiredo afirma “Jackson, mande mudar”. No que eu respondo que teria que ser montado o mesmo esquema do show de Fafá de Belém na Barão de Maruim.
Pra que fui falar. Na mesma hora JB mandou chamar a equipe dele, e uma hora depois um batalhão chegava ao local do evento, com toda estrutura sendo desmontada, e logo depois montada na esquina da Euclides de Figueiredo, engarrafando totalmente o bairro, mas causando o efeito que ele sempre gostou. Chamar a atenção.
CANDIDATO A VEREADOR PERDEU POR UM VOTO

Essa aconteceu em uma querida cidade na região centro-sul do estado.
Década de 70, uma determinada figura bastante conhecida e querida na cidade lança-se candidato a vereador.
Ampla possibilidade de vitória.
Pessoa alegre, muito extrovertida e com grande círculo de amizade, era tido como vencedor.
Chega o dia das eleições, lá estava ele todo proza indo para a votação, e claro, como se exige dos candidatos, acompanhado e acompanhando a família para aquele momento muito importante.
Fila de votação, e o nosso candidato recebendo tapinha nas costas, sendo cortejado e nunca largando a mão da amada esposa.
De repente, ouve-se um grito, um tapa, e vários puxões de cabelo. Era a amante do nosso querido candidato que acabava de chegar para votar.
Por uma infeliz coincidência para ele, as duas(esposa e amante), votavam na mesma sessão.
Resultado. Depois da troca de tapas, as duas foram embora, e esqueceram, ou não quiseram votar no Dom Juan.
Resultado. O pobre perdeu a eleição por apenas um voto. kkkkk
https://folhadesergipe.com/




