Mais um domingo, e mais um encontro com os queridos e queridas leitores e leitoras da Folha de Sergipe.
Procurando informar e ao mesmo divertir um pouco os amigos e amigas, vamos semanalmente puxando pela memória e relembrando de CASOS E CAUSOS do nosso querido ex-governador João Alves Filho, bem como do mundo político e também dos mundos artísticos e esportivos.
O CACUETE DE JOÃO

Todos nós possuímos um ou mais tipos de cacuetes. Quer seja se coçando, fazendo caretas, passando a mão na cabeça, apertando o nariz etc, eles não passam despercebidos.
O nosso querido João Alves possuía um característico. Quando estava próximo a uma pessoa e começava a conversar, ele apertava, e apertava forte o braço do seu interlocutor. Além de apertar o braço da pessoa com quem conversava, o negão comprimia o indicador como se quisesse furar um bolo. Às vezes, esse tipo de cacuete incomodava, mas ninguém reclamava, esperando que a conversa fosse breve. Se o assunto fosse engraçado, e provocasse gargalhadas no homem, aí o aperto era realmente pra valer, ao ponto de ao chegar em casa o parceiro de conversa necessitar passar uma pomada para aliviar a hematoma.
JOÃO DE FINO TRATO

Quem teve a oportunidade de conviver com João Alves Filho pode constatar o quanto ele era uma pessoa de fino trato.
A sua gentileza não tinha distinção. Ricos, pobres, autoridades, pessoas do povo, membros da imprensa, todos eram tratados com a mesma delicadeza.
Certa feita ocorreu um fato inusitado com o excelente repórter da TV Atalaia, Cláudio Rocha.
Em uma solenidade ocorrida quando João era governador, o repórter chegou um pouco atrasado, e às pressas começou a puxar o fio para instalar a câmara. Nisso, surge o João, que não ver o equipamento, e tropeça quase derrubando tudo. O repórter tremeu nas bases por quase derrubar o governador.
Na mesma hora João dirige-se ao repórter que esperava uma bronca e fala “oh meu filho me desculpe, quase quebrei seu equipamento”, dando-lhe um tremendo tapa na cabeça, que era uma característica sua, como se fosse uma forma de carinho.
PRESTIGIAVA E CONSIDERAVA OS ADVERSÁRIOS

João Alves Filho era um caso à parte na política sergipana.
É dele uma frase que diz” os políticos sergipanos tem a tradição de terminado um pleito, todos descerem do palanque e trabalharem pelo benefício do estado”.
Sabemos que a realidade não é bem essa, porque o próprio João foi vítima de muitas perseguições em Brasília, perseguições essas provocadas por lideranças daqui do estado.
João Alves orientava todos os secretários para que atendessem às reivindicações e pedidos dos seus opositores com a maior brevidade possível. Isso às vezes provocava reclamações dos seus próprios aliados, que depois acabavam convencidos por ele, que aquele era o procedimento correto.
O JOÃO IMPACIENTE
Carregado de muitas virtudes, João Alves também tinha os seus defeitos como todos os seres humanos. Um desses defeitos era a impaciência quando de atendimentos aos seus pedidos.
Dotado de uma hiperatividade, o ex-governador às vezes realizava alguns pedidos que era impossível ser com brevidade. Se algum assessor lhe respondesse que era difícil ou impossível o atendimento ao pleito, ouvia logo a seguinte frase. ” as coisas só são impossíveis quando alguém não tenta provar o contrário” e aí apontava a solução.
Fico por aqui. Domingo tem mais.
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Carlos Batalha





Uma resposta
Bom, amigo Batalha. Um abraço.